Setor de obras da UEL informa que trabalhos entraram na fase de acabamento
As obras do Cine Teatro Ouro Verde, em Londrina, entraram na
fase de acabamento. A infraestrutura está totalmente recuperada e a
fachada restaurada, incluindo o tradicional letreiro, com as cores verde
e vermelha das folhas e do fruto do café. O projeto do renomado
arquiteto Villanova Artigas volta a ganhar a merecida imponência que
marcou as últimas seis décadas deste patrimônio histórico, palco
londrinense de todas as artes. A cobertura e as instalações das redes
elétrica e hidráulica também estão concluídas, segundo o engenheiro e
diretor de Obras da Prefeitura do Campus da Universidade Estadual de
Londrina (UEL), Rafael Fujita.
Outra fase finalizada na obra de recuperação foi o reforço na
estrutura interna, incluindo o mezanino do teatro, onde serão
posteriormente instaladas poltronas. Também foram feitos testes de
carga, que mostraram que a estrutura tem boa estabilidade. Segundo
Fujita, a partir de agora o foco é o acabamento, que inclui o sistema de
ar-condicionado, todo o aparato que garantirá o revestimento acústico e
a instalação das poltronas. “É isto que estamos executando neste
momento”, afirmou o engenheiro.
O sistema de vedação do som será feito de acordo com as normas
técnicas, com direito a uma camada em gesso acartonado e revestimento em
madeira lambri, conforme o projeto original. A ideia é manter a
aparência do antigo teatro, inaugurado em dezembro de 1952, e garantir a
segurança do público e também atender à necessidade de artistas que
futuramente farão uso do principal espaço cultural de Londrina.
De acordo com o engenheiro, a Regional Planejamento e Construções
Civis, empresa responsável pelas obras do Ouro Verde, deve concluir um
novo cronograma até o final de março. Por ora, e caso não ocorram novos
imprevistos, a expectativa é de que a reconstrução esteja concluída em
meados de 2017.
Para o diretor da empreiteira responsável, José Pedro da Rocha Neto, a
reconstrução iniciada em janeiro de 2014, com investimento previsto de
R$ 12,6 milhões, apresentou vários desafios. Entre eles, a restauração
da fachada do prédio, que tem acabamento em pastilha das cores verde e
azul.
O construtor explica que, como o material é antigo, não foi possível
encontrá-lo no mercado. A solução foi a doação, por parte da Prefeitura
de Londrina, que cedeu o material a partir da reforma do prédio da
Secretaria Municipal de Cultura, localizado no Centro da cidade.
Para viabilizar a restauração, operários retiraram as pastilhas do
prédio municipal para, em seguida, transferi-las para a fachada do
teatro. Foi preciso paciência para retirar, lavar as peças e depois
assentá-las na parte frontal do Ouro Verde. O antigo letreiro também já
foi instalado. Os testes de luz terão início já nos próximos dias.
HISTÓRICO – Por volta das 15h30 de 12 de fevereiro de 2012 o Cine
Ouro Verde de Londrina, que pertence à UEL, foi atingindo por um
incêndio. De acordo com informações do vigia do prédio, o fogo começou
no mezanino do e rapidamente atingiu o teto. Imediatamente, o Corpo de
Bombeiros foi acionado e 20 homens da corporação combateram o incêndio,
que foi controlado cerca de quatro horas depois.
Apesar do incêndio de grande proporção, muitos equipamentos foram
preservados como, por exemplo, os três pianos que estavam no hall do
teatro. Equipamentos de luz e som também não foram atingidos pelo fogo,
assim como os instrumentos musicais da Orquestra Sinfônica da
Universidade (Osuel), que estavam guardados no prédio da Casa de Cultura
da UEL.
O acidente causou grande comoção em toda a cidade, com repercussão
nacional. Imediatamente, a UEL se juntou à sociedade civil para
viabilizar a reconstrução do prédio. Os projetos foram desenvolvidos
pelos profissionais do Sindicato da Indústria da Construção Civil do
Norte do Paraná (Sinduscon Norte), com colaboração dos professores do
Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU).
NOVO OURO VERDE – Inaugurado em dezembro de 1952, com projeto
arquitetônico de Vilanova Artigas, o Ouro Verde foi adquirido pela
Universidade Estadual de Londrina em 1978. Em 1999, foi tombado pelo
patrimônio histórico estadual. Agora, o Cine Teatro vai ganhar estrutura
moderna e arrojada, mas sem prejudicar a antiga arquitetura.
Os projetos seguem as recomendações técnicas da Coordenação do
Patrimônio Cultural e Histórico do Paraná e do Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Devido ao aumento no tamanho do
palco, aproximadamente um metro, houve uma redução no número de
cadeiras. A alteração dos assentos de 853 para 790 também foi necessária
para atender às normas vigentes com relação às cadeiras para obesos,
espaço para deficientes físicos, escadas na lateral do palco,
plataformas para garantir a circulação dos cadeirantes e elevador
monta-cargas nos fundos do Teatro.
Além das poltronas, do carpete, madeira do palco e do forro, também o
revestimento das paredes e adornos internos serão trocados por
materiais de melhor qualidade. O projeto ainda prevê novos dispositivos
de segurança e de sinalização no local. (Fonte: UEL)
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