A Páscoa 2016 ainda tem vagas para trabalhadores temporários. No
total, em todo o País, a expectativa é para a contratação de 55 mil
temporários pela indústria e pelo comércio, retração de 34,83% na
comparação com o ano anterior (84,4 mil). De acordo com pesquisa
encomendada pela Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de
Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt) e pelo
Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e
Administração de Mão de Obra e de Trabalho Temporário do Estado de São
Paulo (Sindeprestem) ao Centro Nacional de Modernização (Cenam), 19 mil
vagas temporárias ainda estão abertas e devem ser preenchidas até o
início de março.
Os primeiros contratos temporários normalmente são firmados pela
indústria, que começa a fabricar produtos para a Páscoa entre setembro e
outubro. Estima-se que 85% das vagas já tenham sido preenchidas e cinco
mil estejam abertas. No comércio a contratação de temporários é mais
tardia. Com produtos de Páscoa chegando agora aos supermercados e redes
varejistas, a seleção de pessoal se estende até o início de março. A
previsão é para que 30 mil temporários consigam ter a carteira de
trabalho assinada, sendo que 16 mil já foram contratados. Há 14 mil
vagas abertas no País neste setor.
O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de chocolate do mundo,
com 710 mil toneladas em 2015. Para Vander Morales, presidente da
Fenaserhtt e do Sindeprestem, o cenário econômico dos últimos tempos
influencia diretamente a retração do setor de trabalho temporário, mas o
apelo sentimental da data é mais forte. “A tradição da Páscoa é
presentear com chocolates. O consumidor pode gastar menos com produtos,
mas não deixará de comprar”.
O trabalho temporário, além de necessário para atender ao aumento da
movimentação comercial nesta época do ano, também contribui para a
diminuição do desemprego e para a circulação de dinheiro na economia.
Diferentemente dos anos anteriores, a efetivação dos temporários pelas
empresas tomadoras de serviços é incerta em razão da instabilidade
econômica.
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