A Secretaria Estadual da Saúde confirmou nesta quinta-feira (7) as
duas primeiras mortes pelo vírus H1N1 no Paraná. De acordo com boletim,
ambas as vítimas eram gestantes, sendo uma moradora de São José dos
Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e a outra de Maringá.
Foto: Prefeitura de Nova Odessa
Segundo a divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde
de São José dos Pinhais, a gestante de 25 anos morreu no último dia 28
de março, vítima de uma parada cardiorrespiratória, tendo como sintoma
insuficiência respiratória aguda grave. Ela havia sido internada quatro
dias antes, na UTI do Hospital São José. No dia 26 passou por uma
cesariana de emergência. Ela era moradora do bairro São Marcos e
familiares relataram que receberam visita de familiares de Santa
Catarina, que apresentavam quadro gripal. O pai da gestante também pegou
gripe, mas sem complicação e já se recuperou.
Em 2016, de janeiro a abril, já foram registrados 83 casos de
Influenza no Paraná, sendo 60 de H1N1. A vítima de Maringá teve início
dos sintomas no dia 13 de março e morreu no dia 18 com uma evolução
rápida para um quadro grave de insuficiência respiratória.
Em Curitiba, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, são três casos
de Influenza A-H1N1 e um caso de Influenza A-H3. São casos de pacientes
sem gravidade da doença. Em 2015, Curitiba identificou seis casos de
H1N1, sendo que o primeiro registro foi verificado em junho. Ao longo do
ano passado, foram 62 casos de H3, com os primeiros episódios apurados
em maio.
A Secretaria da Saúde recomenda que ao apresentar os primeiros
sintomas deve-se procurar atendimento médico e comentar a possibilidade
de um quadro de gripe. “Em epidemias anteriores tivemos um número alto
de óbitos em gestantes e jovens. Isso mostra que o cuidado deve ser
redobrado nesses casos”, alerta a superintendente de Vigilância em
Saúde, Cleide de Oliveira.
Dados nacionais
De acordo com informações do jornal O Estado de São Paulo
divulgadas na última terça-feira (7), o vírus H1N1 já é responsável por
metade dos casos de gripe registrados no País. Do total comprovado para
influenza em análises laboratoriais, 50% apresentam a infecção por essa
variação do vírus, responsável por uma pandemia em 2009.
Boletim divulgado ontem mostra que o subtipo influenza A já provocou,
apenas nos primeiros três meses deste ano e sem contabilizar os dois
novos casos, 71 mortes – quase o dobro do que foi registrado no ano de
2015. A maior parte das notificações está nos Estados do Sudeste. Só em
São Paulo são 372 casos – 84% dos registros do País. Em segundo lugar
está Santa Catarina, com 22 infecções, seguido por Bahia (9).
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