Rodolfo Luis Kowalski / BEM PARANÁ
Os dias de calor “fora de época” registrados no Paraná principalmente
até a última semana de abril fizeram com que o índice de mortes por
afogamento no Estado disparasse neste começo de ano na comparação com
2015. Entre janeiro e abril, o número total de ocorrências registrou
leve queda de 2,5%. O número de fatalidades, no entanto, aumentou 38,1%.
Segundo dados da estatística do Corpo de Bombeiros, nos quatro
primeiros meses do ano foram registradas 29 mortes por afogamento em
todo o Estado, das quais cinco registradas na Grande Curitiba. No mesmo
período do ano passado foram 21 óbitos. Já com relação às ocorrências,
foram 701 entre os dias 1º de janeiro e 30 de abril de 2016, média de
5,84 ocorrências por dia.
Uma evidência de que o calor “fora de época” foi um dos principais
“vilões” para o aumento nas mortes por afogamento foram os casos
registrados durante o feriadão de Tiradentes, entre os dias 20 e 24 de
abril: ao todo, sete pessoas morreram afogadas no Paraná, das quais
cinco em Curitiba e Região Metropolitana (um caso em Campo Magro, outro
em Piraquara e mais um em Campina Grande do Sul, além de um caso na
Represa do Capivari e outro na Represa do Passaúna).
Mas apesar do considerável aumento no índice de fatalidades, os
números registrados no Paraná estão longe de ser os maiores dos últimos
cinco anos. Os 29 óbitos por afogamento nos primeiros quatro meses do
ano iguala os números de 2014, mas fica atrás ainda de 2013 .
De acordo com o Corpo de Bombeiros, um dos principais motivos para as
tragédias é a falta de cuidado dos cidadão. Para a prática de
atividades aquáticas, o recomendado é que as pessoas procurem locais com
guarda-vidas. Além disso, caso veja alguém se afogando, o cidadão não
deve entrar na água para tentar ajudar, pois pode se tornar mais uma
vítima.
“Por mais que a pessoa seja uma nadadora experiente, a orientação é tentar lançar algo para a vítima se apoiar e imediatamente acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, permanecendo no local até a chegada da guarnição para indicar o ponto exato onde aconteceu o afogamento”, explica o tenente Luiz Henrique Vojciechovski.
“Por mais que a pessoa seja uma nadadora experiente, a orientação é tentar lançar algo para a vítima se apoiar e imediatamente acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, permanecendo no local até a chegada da guarnição para indicar o ponto exato onde aconteceu o afogamento”, explica o tenente Luiz Henrique Vojciechovski.
AFOGAMENTOS – PARANÁ
(1º de janeiro a 30 de abril)
OCORRÊNCIAS
2016: 701
2015: 719
2014: 729
2013: 746
2012: 799
ÓBITOS
2016: 29
2015: 21
2014: 29
2013: 31
2012: 36
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