Rodolfo Luis Kowalski / BEM PARANA
Os últimos dias no Paraná foram de frio, muito frio, e com geadas no
começo da manhã. Ao mesmo tempo, as chuvas, até então recorrentes,
cessaram. E agora o Estado se vê em uma situação perigosa, com risco de
aumento no número de incêndios ambientais. É que a combinação de baixas
temperaturas, geadas e estiagem prolongada costuma ser “explosiva”. Ou
melhor dizendo, incendiária.
É que a ocorrência de geadas costuma deixar os campos secos, o que
facilita a propagação de chamas. Com os períodos de seca, fica ainda
mais difícil o controle de incêndios. Para piorar, parte da população
costuma se descuidar, fazendo queimadas para limpar terrenos e jogando
lixo onde não deve. Uma mistura perigosa.
“É comum depois das geadas termos um aumento nas ocorrências de
incêndio. Geralmente acontece aliado a um período de estiagem, com a
vegetação mais seca. O que orientamos é o maior cuidado nessa fase de
geadas com estiagem, porque daí o fogo tende a se propagar mais rápido”,
explica o major Rafael Lorenzetto, do Corpo de Bombeiros.
Em 2016, de acordo com dados do próprio bombeiros, o Paraná tem
registrado uma média de 23 incêndios ambientais por dia. Até ontem,
haviam sido 3.831 casos, 40,% acima do mesmo período do ano passado,
quando os bombeiros atenderam 2.726 ocorrências no Estado.
Um dos últimos episódios, inclusive, foi o registrado ontem no bairro
Guarituba, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. E nos
próximos dias a situação pode ficar ainda mais perigosa.
Segundo dados do Simepar, desde a última quarta-feira o Paraná vem
registrando todos os dias geadas, com a região Sul sendo a mais afetada.
Já Curitiba registra o fenômeno seguidamente desde sexta-feira. Por
outro lado, o período sem chuvas, tanto no estado como na Capital, se
estende desde o dia 6 de junho, e a previsão é de que São Pedro não abra
as torneiras do céu ao menos até sexta-feira na Capital. Por isso, as
autoridades pedem a ajuda da sociedade para evitar ainda mais problemas.
“Muita gente coloca fogo para limpeza achando que vai solucionar, mas
acaba é provocando outros problemas. Tem incômodo para os vizinhos,
problema alérgico, de intoxicação. Com a estiagem, também têm muitas
ocorrências na beira de estradas, que costumam provocar acidentes pela
fumaça avançar e invadir a pista. E muitas dessas situação é falta de
cuidado — lixo jogado errado, pequenas fogueiras em lugares indevidos”,
finaliza o major Lorenzetto.
Incêndios ambientais
Incêndios ambientais
2016: 3.831
2015: 2.726
2014: 2.502
2013: 2.970
2012: 2.995
2015: 2.726
2014: 2.502
2013: 2.970
2012: 2.995
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