Folhapress
O Brasil vai enfrentar a Itália na final masculina do vôlei neste
domingo (21), às 13h15, no Maracanãzinho. A seleção brasileira se
classificou para a decisão após vencer a Rússia, nesta sexta (19), por 3
sets a 0 (parciais de 25/21, 25/20 e 25/17).
Mais cedo, os italianos passaram pelo EUA na outra semifinal por 3
sets a 2. Brasil e Itália já se enfrentaram nestes Jogos do Rio. Na
primeira fase, a equipe europeia bateu os donos da casa por 3 a 1 e
acabaram em primeiro lugar do grupo em que os brasileiros foram quarto.
Além da primeira fase ruim, na qual podiam ter sido eliminados em
partida decisiva contra a França, os comandados de Bernardinho ainda
sofreram com lesões de um terço dos jogadores (Maurício Souza, Lucão,
Lipe e Lucarelli) antes de chegarem a esta final olímpica.
A vitória contra os russos na semifinal valeu como revanche da
decisão de Londres-2012, quando os brasileiros ficaram com a prata ao
levar uma virada após estarem vencendo por 2 a 0. Agora a Rússia disputa
o bronze, também no domingo, contra os EUA.
No início do jogo, duas preocupações da véspera se tornaram os
destaques do Brasil. Os ponteiros Lucarelli e Lipe, que haviam deixado a
vitória contra a Argentina com dores na coxa e nas costas,
respectivamente, entraram como titulares. Eles passaram a quinta-feira
em tratamento à base de remédios e fisioterapia para poder jogar.
E ambos foram fundamentais no primeiro set, Lucarelli pontuando e
Lipe com defesas, no fundo de quadra. O oposto brasileiro Wallace
terminou a primeira parcial do jogo como maior pontuador, com oito
acertos, mas teve atuação menos exuberante no restante do jogo. No
segundo set, os russos ficaram à frente do placar até o 16 a 16, quando o
Brasil virou.
A torcida que lotou o Maracanãzinho se inflamou neste momento e a
seleção conseguiu manter a vantagem até o final novamente. "Oooo o
campeão voltou", começaram a cantar os torcedores no intervalo do
segundo para o terceiro set.
Nos Jogos de Londres-2012, o Brasil também havia feito 2 a 0 sobre a
Rússia, mas tomou a virada. Naquela oportunidade, o treinador Vladimir
Alenko tirou o central Muserskiy da ponta e o colocou como oposto. Algo
incomum, que deu certo. Nesta sexta, o técnico era o mesmo, mas Alenko
não tem mais Muserskiy em seu elenco. Melhor para o Brasil, que desta
vez nem sequer um set perdeu para os rivais.
PREVISÃO — O ponteiro Lipe, nascido em Curitiba, já
previa a final contra a Itália. Após a vitória contra a França, na
primeira fase, ele disse que, nos trabalhos de mentalização que faz
acompanhado de psicólogo, a decisão que imaginava no Maracanãzinho era a
mesma de Atenas-2004, quando o Brasil se sagrou campeão contra os
italianos.
Reserva de Maurício Borges até a partida contra a França -que podia
ter eliminado o Brasil ainda na primeira fase- Lipe foi muito festejado
pela torcida durante a semifinal. E ele teve o nome gritado apenas pela
atuação, não pela previsão acertada sobre a decisão.
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