Goleira da Austrália foi o destaque da partida, mas nos pênaltis foi vez de brilhar a estrela Bárbara
Redação Bem Paraná
O
sonho do inédito ouro olímpico no futebol feminino segue vivo. Em jogo
que teve início às 22 horas de sexta-feira (12 de agosto) e só terminou
por volta de 0h45 da madrugada do dia seguinte, o Brasil conseguiu a
vitória por 7 a 6 nos pênaltis contra a Austrália, após um persistente 0
a 0 no tempo regulamentar e na prorrogação.
Com a vitória nas cobranças de penais, o Brasil agora se prepara para encarar a Suécia, que também ontem venceu os Estados Unidos nos pênaltis (4 a 3) após empatar em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Na primeira fase, inclusive, a seleção brasileira fez sua melhor atuação contra a Suécia, garantindo uma sonora vitória por 5 a 1.
Campanhas
Na Copa do Mundo de 2015, as atletas do país da Oceania eliminaram o Brasil nas oitavas de final por 1 a 0, com um gol aos 35 minutos do segundo tempo. Na Olimpíada, porém, não vinham apresentando um grande futebol. Na primeira fase, a seleção foi derrotada pelo Canadá, empatou com a Alemanha e goleou o Zimbábue. Passaram para as quartas de final como as melhores terceiras colocadas.
Já o Brasil, após um começo de campeonato massacrante, com vitórias por 3 a 0 contra a China e 5 a 1 contra a Suécia, tropeçou no último jogo da 1ª fase, ficando no 0 a 0 contra a África do Sul. Ainda assim, fechou na liderança do Grupo E.
Escalação
Com a mesma estratégia desde o início da Rio 2016, o Brasil teve como único desfalque Cristiane, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita e foi substituída por Debinha. Apesar da preocupação, a equipe médica vê com otimismo a possibilidade de a atacante participar das próximas fases.
Primeiro Tempo
No primeiro tempo, um jogo muito duro para a seleção brasileira, com as australianas criando oportunidades e assustando a goleira Bárbara. Na melhor das oportunidades, Catley avançou pela esquerda, aos 14 minutos, e cruzou. A bola, contudo, pegou efeito e quase morreu no fundo do gol de Bárbara, que 13 minutos depois trabalhou bem ao defender com segurança o chute de Kennedy, que pegou de primeira na bola.
Foi o Brasil, no entanto, quem criou as melhores chances de gol na primeira etapa, ambas com Debinha. Na primeira, aos 15 minutos, recebeu de Tamires, passou pela primeira marcadora e batou de fora da área, exigindo boa defesa de William. Já no fim do 1º tempo, aos 43 minutos, recebeu ótima enfiada de Andressa Alvez, cortou a adversária, levou para o meio da grande área e bateu. Mas por cima do travessão.
Segundo Tempo
Na etapa final, o Brasil melhorou defensivamente e continou criando boas oportunidades de gol. Logo aos sete minutos, Andressa Alves recebeu lançamento na esquerda, dominou, invadiu a área e cruzou rasteiro para Bia. Kennedy, porém, apareceu para cortar antes da chegada da brasileira e salvou a Austrália mandando para escanteio.
Aos 28, mais uma grande chance: Andressa Alves recebeu livre na esquerda e invadiu a área. Bia fechava pelo meio, em boa condição, mas a atacante arriscou o chute, pegando torto na bola, e jogou fora. Dez minutos depois, Marta quase se consagrou: disparou do meio de campo, passou por três marcadoras e bateu da entrada da área. A bola passou ao lado.
Nas arquibancadas, a torcida gritava “eu acredito”. E quase que o grito de “gol” saiu, primeiro para as australianas: faltando cinco minutos para o fim da partida, Logarzo soltou uma bomba da entrada da área, que explodiu no travessão de Bárbara. Aos 45, foi vez de brilhar a estrela da goleira Williams, que praticou um milagre no cabeceio de Andressa Alves.
Prorrogação
Visivelmente cansada, a seleção australiana deixava espaços no campo defensivo. Igualmente cansado, porém, o Brasil não conseguia explorar o campo livre. Ainda assim, teve mais uma chance para abrir o placar. E mais uma vez brilhou a goleira Williams. Aos 13 minutos do 2º tempo da prorrogação, Marta cortou bonito a marcadora, que ficou no chão. Na finalização, acertou no cantinho, rasteiro, mas a australiana saltou e evitou o gol da vitória. A partida seria decidida nos pênaltis.
Pênaltis
Andressa Alves (BRA): Gol
Kellond-Knight (AUS): Gol
Andressinha (BRA): Gol
Alleway (AUS): Gol
Beatriz (BRA): Gol
Van Egmond (AUS): Gol
Rafaelle (BRA): Gol
Polkinghorne (AUS): Gol
Marta (BRA): Defesa de Williams
Gorry (AUS): Defesa de Bárbara
Debinha (BRA): Gol
Heyman (AUS): Gol
Mônica (BRA): Gol
Logarzo (AUS): Gol
Tamires (BRA): Gol
Kennedy (AUS): Defesa de Bárbara
Ficha Técnica
Brasil 0 (7) x (6) 0 Austrália
Brasil: Bárbara; Fabiana (Poliana), Rafaelle, Mônica e Tamires; Thaisa (Andressinha), Formiga e Marta; Andressa Alves, Débora e Bia. Técnico: Vadão.
Austrália: Williams; Catley (Logarzo), Alleway, Kennedy e Foord; Kellond-Knight, Van Egmond e Gorry; Kerr (Crummer), De Vanna (Polkinghorne) e Simon (Heyman). Técnico: Stajcic.
Cartões amarelos: Alleway, Foord, Kennedy (A); Tamires, Marta (B)
Arbitragem: Carol Anne Chenard (Fifa-Canadá)
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG), sexta-feira (12 de agosto) às 22 horas
Com a vitória nas cobranças de penais, o Brasil agora se prepara para encarar a Suécia, que também ontem venceu os Estados Unidos nos pênaltis (4 a 3) após empatar em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Na primeira fase, inclusive, a seleção brasileira fez sua melhor atuação contra a Suécia, garantindo uma sonora vitória por 5 a 1.
Campanhas
Na Copa do Mundo de 2015, as atletas do país da Oceania eliminaram o Brasil nas oitavas de final por 1 a 0, com um gol aos 35 minutos do segundo tempo. Na Olimpíada, porém, não vinham apresentando um grande futebol. Na primeira fase, a seleção foi derrotada pelo Canadá, empatou com a Alemanha e goleou o Zimbábue. Passaram para as quartas de final como as melhores terceiras colocadas.
Já o Brasil, após um começo de campeonato massacrante, com vitórias por 3 a 0 contra a China e 5 a 1 contra a Suécia, tropeçou no último jogo da 1ª fase, ficando no 0 a 0 contra a África do Sul. Ainda assim, fechou na liderança do Grupo E.
Escalação
Com a mesma estratégia desde o início da Rio 2016, o Brasil teve como único desfalque Cristiane, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita e foi substituída por Debinha. Apesar da preocupação, a equipe médica vê com otimismo a possibilidade de a atacante participar das próximas fases.
Primeiro Tempo
No primeiro tempo, um jogo muito duro para a seleção brasileira, com as australianas criando oportunidades e assustando a goleira Bárbara. Na melhor das oportunidades, Catley avançou pela esquerda, aos 14 minutos, e cruzou. A bola, contudo, pegou efeito e quase morreu no fundo do gol de Bárbara, que 13 minutos depois trabalhou bem ao defender com segurança o chute de Kennedy, que pegou de primeira na bola.
Foi o Brasil, no entanto, quem criou as melhores chances de gol na primeira etapa, ambas com Debinha. Na primeira, aos 15 minutos, recebeu de Tamires, passou pela primeira marcadora e batou de fora da área, exigindo boa defesa de William. Já no fim do 1º tempo, aos 43 minutos, recebeu ótima enfiada de Andressa Alvez, cortou a adversária, levou para o meio da grande área e bateu. Mas por cima do travessão.
Segundo Tempo
Na etapa final, o Brasil melhorou defensivamente e continou criando boas oportunidades de gol. Logo aos sete minutos, Andressa Alves recebeu lançamento na esquerda, dominou, invadiu a área e cruzou rasteiro para Bia. Kennedy, porém, apareceu para cortar antes da chegada da brasileira e salvou a Austrália mandando para escanteio.
Aos 28, mais uma grande chance: Andressa Alves recebeu livre na esquerda e invadiu a área. Bia fechava pelo meio, em boa condição, mas a atacante arriscou o chute, pegando torto na bola, e jogou fora. Dez minutos depois, Marta quase se consagrou: disparou do meio de campo, passou por três marcadoras e bateu da entrada da área. A bola passou ao lado.
Nas arquibancadas, a torcida gritava “eu acredito”. E quase que o grito de “gol” saiu, primeiro para as australianas: faltando cinco minutos para o fim da partida, Logarzo soltou uma bomba da entrada da área, que explodiu no travessão de Bárbara. Aos 45, foi vez de brilhar a estrela da goleira Williams, que praticou um milagre no cabeceio de Andressa Alves.
Prorrogação
Visivelmente cansada, a seleção australiana deixava espaços no campo defensivo. Igualmente cansado, porém, o Brasil não conseguia explorar o campo livre. Ainda assim, teve mais uma chance para abrir o placar. E mais uma vez brilhou a goleira Williams. Aos 13 minutos do 2º tempo da prorrogação, Marta cortou bonito a marcadora, que ficou no chão. Na finalização, acertou no cantinho, rasteiro, mas a australiana saltou e evitou o gol da vitória. A partida seria decidida nos pênaltis.
Pênaltis
Andressa Alves (BRA): Gol
Kellond-Knight (AUS): Gol
Andressinha (BRA): Gol
Alleway (AUS): Gol
Beatriz (BRA): Gol
Van Egmond (AUS): Gol
Rafaelle (BRA): Gol
Polkinghorne (AUS): Gol
Marta (BRA): Defesa de Williams
Gorry (AUS): Defesa de Bárbara
Debinha (BRA): Gol
Heyman (AUS): Gol
Mônica (BRA): Gol
Logarzo (AUS): Gol
Tamires (BRA): Gol
Kennedy (AUS): Defesa de Bárbara
Ficha Técnica
Brasil 0 (7) x (6) 0 Austrália
Brasil: Bárbara; Fabiana (Poliana), Rafaelle, Mônica e Tamires; Thaisa (Andressinha), Formiga e Marta; Andressa Alves, Débora e Bia. Técnico: Vadão.
Austrália: Williams; Catley (Logarzo), Alleway, Kennedy e Foord; Kellond-Knight, Van Egmond e Gorry; Kerr (Crummer), De Vanna (Polkinghorne) e Simon (Heyman). Técnico: Stajcic.
Cartões amarelos: Alleway, Foord, Kennedy (A); Tamires, Marta (B)
Arbitragem: Carol Anne Chenard (Fifa-Canadá)
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG), sexta-feira (12 de agosto) às 22 horas
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