AN-PR
O governador em exercício Ademar Traiano e o secretário estadual da
Saúde, Michele Caputo Neto, acompanharam neste sábado (13) o início da
primeira campanha pública de vacinação contra a dengue das Américas.
Nesta primeira etapa, a expectativa é imunizar cerca de 500 mil pessoas
com a primeira dose da vacina. O objetivo é proteger a população de 30
municípios prioritários, que registraram as piores epidemias da doença
nos últimos cinco anos.
De acordo Traiano, a iniciativa pioneira do Paraná coloca o Estado na
vanguarda da saúde pública mundial. "Graças à coragem e sensibilidade
do governador Beto Richa, o Paraná sai na frente e oferta de forma
gratuita uma vacina contra a dengue à população. Trata-se de uma ação
que contribuirá para que inúmeras vidas sejam salvas", ressaltou
Traiano, durante o lançamento do "Dia D" de vacinação em Maringá.
Com a campanha, o Estado também se torna o segundo local do mundo
aplicar a vacina contra a dengue na rede pública de saúde. O primeiro
foi as Filipinas, em fevereiro deste ano, com a imunização de crianças.
"Isso mostra que a política de saúde é levada a sério pelo Paraná.
Investir em vacinas significa pensar em prevenção e qualidade de vida",
declarou o governador em exercício, lembrando que somente na aquisição
desta primeira dose o Estado investiu cerca de R$ 50 milhões.
IMPACTO - Estudos epidemiológicos da empresa produtora da vacina, a
Sanofi Pasteur, apontam que, em cinco anos, a vacinação em massa pode
reduzir em até 74% o número de casos de dengue nas cidades contempladas.
Estima-se ainda que a medida diminua em 80% o número de hospitalizações
e em 93% o número de casos graves da doença.
O secretário Caputo Neto, explica que a decisão de vacinar os
paranaenses reforça a estratégia de controle da doença no Estado. “O
enfrentamento à dengue é uma guerra e a vacina é mais uma arma que
estamos disponibilizando para esta luta. É importante que as pessoas que
estão nos grupos prioritários sejam imunizadas, mas também não podemos
nos esquecer de cuidar do nosso lixo doméstico e evitar que o mosquito
se prolifere”, destacou.
Somente entre agosto de 2015 e julho de 2016, aproximadamente 56 mil
casos e 61 mortes foram registradas por dengue no Paraná. Os 30
municípios da campanha, juntos, concentraram 80% das ocorrências, além
de 93% dos casos graves e 82% das mortes. “As estatísticas demonstram
que era preciso fazer algo a mais para o controle da dengue no Estado.
Por isso, não medimos esforços para implantar esta nova estratégia, que
com certeza será modelo para o país e para o mundo”, enfatizou Caputo
Neto.
A Secretaria de Estado da Saúde alerta que a vacina é uma nova
ferramenta para o combate à dengue, mas a população não deve deixar de
fazer a sua parte e eliminar os criadouros do mosquito. O Aedes aegypti
também transmite doenças graves que não são protegidas pela vacina, como
a zika e a febre chikungunya.
CAMPANHA - Iniciada simultaneamente em 30 municípios neste sábado, a
campanha segue até 3 de setembro em 164 unidades de saúde. Em Assaí e
Paranaguá, as doses estão disponíveis aos moradores com idade entre 9 e
44 anos, 11 meses e 29 dias. Já nas demais 28 cidades, a vacina será
aplicada em pessoas na faixa etária entre 15 e 27 anos, 11 meses e 29
dias.
No momento da vacinação é preciso apresentar documento pessoal de
identificação com foto e comprovante de residência. Quem já fez o
pré-cadastro pela internet também necessita levar os documentos para
comprovar as informações registradas no sistema.
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