Osiris-Rex vai até o asteroide Bennu para obter amostras de material rico em carbono, que pode ter originado os primeiros seres vivos da Terra
A agência espacial americana Nasa lançou na noite desta quinta-feira
(8), às 20h05, uma nova sonda para descobrir um pouco mais sobre a
origem da vida na Terra. A Osiris-Rex vai viajar até o asteroide Bennu e
coletar poeira e detritos - pó cósmico igual ao que, em choque com o
nosso planeta há bilhões de anos, pode ter originado os primeiros seres
vivos.
O foguete que transporta a sonda não tripulada decolou de Cabo
Canaveral, na Flórida. A Osiris-Rex deverá chegar ao asteroide em 2018.
Se a missão for concluída com sucesso, a amostra do Bennu deverá chegar à
Terra em 2023.
A poeira do asteroide será analisada pela Nasa, mas já se sabe que é
rica em carbono. A agência deverá estudar mais sobre a distribuição de
seus minerais e se há matéria orgânica.
Serão mapeadas todas as propriedades químicas e mineralógicas do Bennu
para tentar definir sua história geológica. Também serão documentadas a
textura, morfologia e todo o material da superfície do local de retirada
amostra.
A missão custará US$ 800 milhões à Nasa. Bennu foi escolhido entre os
cerca de 500 mil asteroides do sistema solar porque ele orbita perto da
rota da Terra em torno do Sol, é do tamanho adequado para um estudo
científico e é um dos asteroides mais antigos conhecidos pela agência
espacial.
"Nos asteroides primitivos e ricos em carbono como Bennu, os materiais
são preservados há mais de 4,5 bilhões de anos", explicou Christina
Richey, cientista do programa Osiris-Rex.
Aprender mais sobre as origens da vida e o início do sistema solar são
objetivos essenciais da nave, que tem o tamanho de um carro. A missão
também pretende encontrar recursos preciosos, como água e metais, nos
asteroides.
"Vamos mapear este mundo totalmente novo que nunca vimos antes", disse
Dante Lauretta, pesquisador principal da Osiris-Rex e professor da
Universidade do Arizona, em Tucson.
Usando um conjunto de câmeras, lasers e espectrômetros, será possível
"entender a distribuição de materiais ao longo de toda a superfície do
asteroide", acrescentou.
Outro objetivo da missão é medir como a luz solar pode empurrar asteroides enquanto eles orbitam -- um fenômeno conhecido como Efeito de Yarkovsky -- para que os cientistas possam prever melhor os riscos a longo prazo de que asteroides colidam com a Terra. A Nasa estima que haja um risco pequeno, de cerca de 1 em 2.500, de que Bennu atinja nosso planeta no século 22.
Outro objetivo da missão é medir como a luz solar pode empurrar asteroides enquanto eles orbitam -- um fenômeno conhecido como Efeito de Yarkovsky -- para que os cientistas possam prever melhor os riscos a longo prazo de que asteroides colidam com a Terra. A Nasa estima que haja um risco pequeno, de cerca de 1 em 2.500, de que Bennu atinja nosso planeta no século 22.
Fonte: G 1
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