Os saques na caderneta
de poupança superaram os depósitos pelo oitavo mês seguido. A retirada
líquida (descontados depósitos) ficou em R$ 4,465 bilhões, em agosto,
informou hoje (6) o Banco Central (BC). O resultado negativo foi menor
do que no mesmo mês de 2015: R$ 7,501 bilhões.
Desde janeiro do ano passado, o único
mês em que a poupança teve resultado positivo (mais depósitos do que
saques) foi em dezembro de 2015 (R$ 4,789 bilhões). Nos oito meses de
2016, a retirada chegou a R$ 48,187 bilhões.
Os saques da poupança chegaram a R$
171,831 bilhões em agosto e a R$ 1,317 trilhão nos oito meses do ano,
superando os depósitos, que ficaram em R$ 167,365 bilhões e R$ 1,268
trilhão, respectivamente.
O saldo total nas contas ficou em R$
641,126 bilhões, em agosto. Os rendimentos creditados nas cadernetas
totalizaram R$ 4,294 bilhões, no mês passado.
Com os juros e a inflação em alta,
outras aplicações têm se tornado mais atrativas. A recessão econômica
também contribuiu para a fuga de recursos da poupança. Por causa da
crise e do desemprego, os brasileiros têm menos sobra de dinheiro para
aplicar na caderneta e precisam sacar mais recursos para pagar dívidas.
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