Profissional de Apucarana, no norte do Paraná, não corta cabelo há 2 anos.
Hospital da cidade realiza "Dia D" para doação de cabelo, em 21 de outubro.
Do G1 PR, com informações da RPC Londrina
O médico mastologista Ribamar Maroneze, de Apucarana, no norte do Paraná, resolveu deixar o cabelo crescer para poder doá-lo às pacientes que ficam carecas, devido ao tratamento contra o câncer. Acostumado a ver a tristeza das mulheres que lutam contra a doença, ele aderiu a uma campanha do Hospital da Providência, onde trabalha, para devolver a autoestima das mulheres que ficam sem cabelo.
O médico mastologista Ribamar Maroneze, de Apucarana, no norte do Paraná, resolveu deixar o cabelo crescer para poder doá-lo às pacientes que ficam carecas, devido ao tratamento contra o câncer. Acostumado a ver a tristeza das mulheres que lutam contra a doença, ele aderiu a uma campanha do Hospital da Providência, onde trabalha, para devolver a autoestima das mulheres que ficam sem cabelo.
Depois de doar o cabelo, o médico vai raspar a cabeça, em solidariedade às pacientes em tratamento.
“Faz dois anos que eu estou pacientemente aguardando o meu cabelo crescer, para poder doar o meu cabelo, num gesto que espero que seja seguido por outras pessoas”, conta o mastologista.
“Faz dois anos que eu estou pacientemente aguardando o meu cabelo crescer, para poder doar o meu cabelo, num gesto que espero que seja seguido por outras pessoas”, conta o mastologista.
Algumas pessoas já entregaram suas doações, outras, como Maroneze,
estão deixando as madeixas crescerem mais um pouco, enquanto aguardam o
“Dia D” da campanha, marcado para 21 de outubro, em que será feito um
corte coletivo.
Para a assistente de laboratório Claurice Benício de Souza, mais doloroso que o diagnóstico de câncer de mama, foi saber que ela perderia os cabelos por causa do tratamento.
Para a assistente de laboratório Claurice Benício de Souza, mais doloroso que o diagnóstico de câncer de mama, foi saber que ela perderia os cabelos por causa do tratamento.
“Quando o doutor ligou pra mim e falou que eu ia ficar careca, que ia
passar pela quimioterapia, foi a época em que eu mais sofri”, relata.
Diante de uma doença que ameaça a vida, essa pode parecer a menor das
preocupações, mas para os especialistas é um efeito colateral capaz de
afetar ainda mais a saúde.
De acordo com a psicóloga Lilian Peres Bannwart, a falta do cabelo
reduz a autoestima dos pacientes. "Como consequência, elas têm uma não
adesão ao tratamento, então isso acaba sendo prejudicial para a saúde
dessa paciente e para o tratamento”, explica.
A Claurice enfrentou a quimioterapia e passou por cirurgia nas mamas,
mas se sentiu vitoriosa mesmo, quando conseguiu um cabelo novo. “Me
devolveu a vida, eu nasci de novo”, comemora.
A paciente estimula as pessoas a doarem cabelos. “Pra eles [quem doa]
pode ser tão pouco, mas pra gente é muito grande a alegria”, conclui
Claurice.

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