Número de linhas de telefonia móvel diminui puxado por redução de chips pré-pagos ativos e por clientes que buscam melhor acesso à internet
O número de linhas móveis em operação caiu 492,3 mil em agosto,
no País, conforme balanço disponibilizado na noite de segunda-feira (17)
pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com 252 milhões de
chips ativos, a retração foi de 0,79% em um mês e de 9,98% em um ano. O
resultado se deve à maior desistência de planos pré-pagos, com 1,2
milhão a menos em agosto, causada tanto pela desativação de chips não
usados quanto pela migração para pacotes pós-pagos, mais completos para
uso de dados e internet e que atraíram 732,5 mil novos adeptos.
No Paraná, foram desligadas 18,9 mil linhas em um mês e 1,3 milhão em um ano. No DDD 43, usado por Londrina e 97 cidades, são 7,2 mil planos a menos entre julho e agosto deste ano e 226,9 mil desde agosto de 2015. A Anatel não disponibiliza dados específicos por região.
Os acessos pré-pagos nacionais totalizavam 176,19 milhões, ou 69,90% do total, e os pós-pagos, 75,89 milhões, ou 30,10%, em agosto. Engenheiro em telecomunicações e coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Unopar, Mauro Borges afirma que houve uma bolha na telefonia móvel nos últimos anos, principalmente com as facilidades para se ter chips pré-pagos de várias operadoras. Tanto que a média nacional é de 122,3 linhas para cada cem habitantes e a paranaense, de 124. "Como as operadoras têm um custo grande para manter uma linha ativa na rede e houve muita venda de chips até na rua, sem controle, as empresas desabilitam os números inativos", diz.
Para Borges, o aumento da necessidade de redes de dados, com uso da internet e de programas de trocas de mensagens, os planos pré-pagos acabam por ter uma qualidade de acesso inferior, ou mesmo um custo benefício menor. "Os pré-pagos foram lançados como uma forma de combater a inadimplência, mas eram voltados para o serviço de voz, e não de dados", diz. "Os planos de contas mensais são vantajosos porque ficou difícil atingir a minutagem oferecida ou mesmo o consumo que oferecem de internet. Se a pessoa faz várias recargas em um pré-pago, gasta mais do que com o pós-pago", completa, ao lembrar que uma franquia de 1 gigabyte já é o bastante para o uso de lazer.
SERCOMTEL
Outro indicador relativo a Londrina é que a empresa de economia mista Sercomtel, controlada pela prefeitura, tem avançado bem no aumento de clientes de telefonia móvel. Eram 53,2 mil em janeiro do ano passado, 61,5 mil em agosto de 2015 e 71,8 mil há dois meses, um crescimento de 34,88%. A criação de planos que fazem frente aos das principais empresas e os valores cobrados são apontados como motivos para as novas adesões.
No Paraná, foram desligadas 18,9 mil linhas em um mês e 1,3 milhão em um ano. No DDD 43, usado por Londrina e 97 cidades, são 7,2 mil planos a menos entre julho e agosto deste ano e 226,9 mil desde agosto de 2015. A Anatel não disponibiliza dados específicos por região.
Os acessos pré-pagos nacionais totalizavam 176,19 milhões, ou 69,90% do total, e os pós-pagos, 75,89 milhões, ou 30,10%, em agosto. Engenheiro em telecomunicações e coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Unopar, Mauro Borges afirma que houve uma bolha na telefonia móvel nos últimos anos, principalmente com as facilidades para se ter chips pré-pagos de várias operadoras. Tanto que a média nacional é de 122,3 linhas para cada cem habitantes e a paranaense, de 124. "Como as operadoras têm um custo grande para manter uma linha ativa na rede e houve muita venda de chips até na rua, sem controle, as empresas desabilitam os números inativos", diz.
Para Borges, o aumento da necessidade de redes de dados, com uso da internet e de programas de trocas de mensagens, os planos pré-pagos acabam por ter uma qualidade de acesso inferior, ou mesmo um custo benefício menor. "Os pré-pagos foram lançados como uma forma de combater a inadimplência, mas eram voltados para o serviço de voz, e não de dados", diz. "Os planos de contas mensais são vantajosos porque ficou difícil atingir a minutagem oferecida ou mesmo o consumo que oferecem de internet. Se a pessoa faz várias recargas em um pré-pago, gasta mais do que com o pós-pago", completa, ao lembrar que uma franquia de 1 gigabyte já é o bastante para o uso de lazer.
SERCOMTEL
Outro indicador relativo a Londrina é que a empresa de economia mista Sercomtel, controlada pela prefeitura, tem avançado bem no aumento de clientes de telefonia móvel. Eram 53,2 mil em janeiro do ano passado, 61,5 mil em agosto de 2015 e 71,8 mil há dois meses, um crescimento de 34,88%. A criação de planos que fazem frente aos das principais empresas e os valores cobrados são apontados como motivos para as novas adesões.
Fábio Galiotto
Reportagem Local
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