Bem Paraná
Em
meio à polêmica sobre o reajuste salarial dos servidores, a Assembleia
Legislativa anunciou ontem a decisão de reduzir pela metade o número de
pessoas que poderão acompanhar as votações nas galerias do plenário da
Casa. Segundo o presidente da Assembleia, deputado estadual Ademar
Traiano (PSDB), a medida seria motivada pela necessidade de obras de
adequação e segurança recomendadas pelo Corpo de Bombeiros.
Além disso, a segurança será reforçada
na sessão desta terça-feira, quando os deputados devem votar a proposta
de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017, incluindo as
polêmicas medidas apresentadas pelo governo que suspendem por tempo
indeterminado o reajuste salarial dos servidores e priorizam o pagamento
das promoções do funcionalismo. A intenção é evitar o que já ocorreu no
ano passado, quando a Assembleia foi ocupada por servidores contrários
às propostas de ajuste fiscal do governo, em fevereiro, e o confronto de
29 de abril, no Centro Cívico, que resultou em mais de 200 feridos.
De acordo com o tucano, as galerias, que
hoje comportam até 400 visitantes, só poderão acomodar 200 pessoas
enquanto essas obras não forem concluídas. “Estramos fazendo um processo
de algumas mudanças por exigência do Corpo de Bombeiros. As galerias
também terão algumas obras que vão acontecer. O número será reduzido. Eu
não posso deixar entrar aqui dentro um número maior do que as galerias
permitem”, afirmou.
A decisão vem no momento em que os
sindicatos dos servidores prometem mobilizar a categoria para pressionar
os deputados a derrubarem a suspensão do pagamento do reajuste salarial
previsto para janeiro.
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