sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Corpo de Teori e de mais duas vítimas são resgatados

fabio campana  rabecao

Uma equipe dos bombeiros resgatou na madrugada desta sexta-feira os corpos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e do empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, fundador do Grupo Emiliano e amigo do ministro. Os bombeiros resgataram também o corpo de uma mulher ainda não identificada. Eles foram levados para Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis. Às 1h45, o trabalho de resgate foi encerrado e retomado às 5h30 para a retirada dos outros dois corpos que estão presos nas ferragens do helicóptero: o do piloto da aeronave Osmar Rodrigues, de 56 anos, e de outra mulher não identificada. As informações são d’O Globo.

Três mergulhadores do Quartel da Barra da Tijuca do Corpo de Bombeiros participam do resgate. O helicóptero não pode ir até o local do acidente por conta do mau tempo. A aeronave deixou os profissionais na areia e eles tiveram que ir nadando até o lugar onde está o helicóptero que caiu.
Órgãos que participam do resgate dos corpos impedem os barqueiros de chegarem próximo ao local do acidente. Eles abordam as embarcações e pedem para retornarem ao cais.
A população está com dificuldades de ser atendida no IML de Angra, que está fechado por causa do acidente com o ministro do Supremo. A família de Keller Menezes Procópio, de 20 anos, foi tentar liberar o corpo do jovem, mas foi orientada a voltar mais tarde, depois de meio-dia. O jovem morreu numa operação policial no bairro de Areal na manhã de ontem.
No final da tarde de ontem, a Aeronáutica enviou uma primeira equipe para iniciar a investigação, que ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Não há prazo para a conclusão da apuração. Já a Polícia Federal e o Ministério Público Federal instauraram inquéritos para apontar a responsabilidade pelo acidente. Uma equipe de policiais federais, especialista nesse tipo de investigação, já foi deslocada até Paraty.
Teori era relator da Lava Jato no STF. Era ele quem homologava delações premiadas que envolvessem políticos com foro privilegiado, como ministros, deputados federais e senadores. As últimas delações que estavam sendo analisadas por ele eram de executivos da Odebrecht.

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