
(moodboard/Thinkstock)
BRASÍLIA (Reuters) – A China
reabriu o mercado para as importações de carne brasileira, afirmou
neste sábado o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, após intensa
mobilização do governo para a retomada dos desembaraços aduaneiros no
país.
“A liberação é um esforço gigante que foi feito aqui no
Brasil com as explicações, de mostrar que as investigações estavam numa
direção de investigar conduta de pessoas, comportamento de pessoas,
desvio de conduta das pessoas”, disse Maggi à Reuters por telefone,
ressalvando que a decisão ainda não foi oficializada.
Duas fontes em Pequim disseram que as alfândegas chinesas permitirão a
entrada de carne brasileira, exceto produtos provenientes de uma planta
de processamento que permanece suspensa. As importações brasileiras de
carne já começaram a ser liberadas em Xangai, afirmou uma das fontes.
As autoridades chinesas também decidiram que a carne aprovada por
qualquer um dos sete fiscais investigados na operação Carne Fraca, da
Polícia Federal, não seria permitida no país, acrescentaram as fontes.
Segundo o ministro, apenas as unidades que o próprio Brasil suspendeu
não poderão vender ao parceiro asiático, que foi no ano passado o maior
mercado de exportação para a carne brasileira, com compras que somaram
1,75 bilhão de dólares.
Ele também confirmou que China bloqueará e recolherá os produtos cujos certificados foram assinados por técnicos investigados.
“Nós continuaremos mandando produtos, vendendo sem restrição, com a
suspensão das plantas que nós mesmos decidimos aqui até que nós
mostremos os nossos controles finais desse assunto com a força tarefa
que estamos tendo nesse momento”, afirmou o ministro.
A China divulgou uma suspensão temporária das importações de carne do
Brasil na segunda-feira, após as denúncias da Polícia Federal sobre
supostas propinas pagas para venda de produtos sem inspeção.
O presidente Michel Temer inclusive afirmou durante a semana que
ligaria para o presidente da China, Xi Jinping, para esclarecer a
situação da carne brasileira. Segundo fonte do Planalto, isso deverá
ocorrer até segunda-feira.
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