Ontem, governo entregou 384 novos bafômetros para a polícia intensificar as blitze de trânsito
As infrações de trânsito por beber e dirigir cairam no Paraná no ano
passado. Segundo o Departamenbto de Trânsito do Paraná (Detran-PR),
foram 9,2 mil infrações registradas em 2015 e 8 mil em 2016. O
comandante-geral da Policia Militar, coronel Maurício Tortato, disse que
nos últimos dois anos o número de motoristas flagrados dirigindo sob
influência de álcool reduziu e que a expectativa é que o número diminua
ainda mais. Ontem, o governo entregou mais 384 bafômetros para a polícia
intensificar a fiscalização.
“Com os novos equipamentos dobraremos nosso potencial de
fiscalização, atuaremos não apenas com efeito repressivo, mas também
para educação de trânsito, para diminuir o impacto grave da composição
que é o álcool e a direção”, disse o comandante.
A Lei Seca, em vigor há mais de sete anos, determina que o condutor
que tiver nível igual ou superior a 0,3 miligramas de concentração de
álcool por litro de ar alveolar pode ser preso. Neste caso, o motorista
comete crime de trânsito e deve ser encaminhado à delegacia.
Quem se recusa a fazer o teste bafômetro, ou qualquer exame que
detecte a influência de álcool ou drogas, paga multa de R$ 2.934,70, tem
a carteira de habilitação suspensa por 12 meses e o veículo retido.
Além disso, o agente de trânsito pode fazer a comprovação da embriaguez
por meio de testemunhas, vídeos e sintomas evidentes como hálito,
sonolência e agressividade.
Os novos bafômetros foram comprados pelo Detran-PR, e fazem parte de
um total de 768 unidades que serão entregues pelo Governo do Estado até
2018, com investimentos de R$ 15 milhões. A entrega foi feita no
Batalhão de Polícia do Trânsito (Bptran), em Curitiba. Dirigir sob
influência do álcool ou embriagado corresponde a 10% dos acidentes com
mortes nas rodovias federais no Paraná.
Um levantamento da PRF revela que essa é quarta maior causa de
acidentes no Estado, ficando atrás apenas de excesso de velocidade
(31,2%), falta de atenção (28,5%) e desobediência a sinalização (11,2%).
“O investimento em equipamentos é essencial para coibir comportamentos
de risco”, explicou o diretor-geral do Detran-PR, Marcos Traad.
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