A esperança
no potencial terapêutico da fosfoetanolamina, a suposta “pílula do
câncer”, sofreu um novo revés em testes patrocinados pelo governo
federal. Camundongos e ratos com câncer que receberam doses da
substância não tiveram nenhuma melhora. Os tumores presentes no
organismo dos animais continuaram a crescer.
Divulgados no site do MCTIC
(Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), os
resultados se somam a outros indícios de que a “fosfo”, como é chamada,
talvez não tenha bom desempenho contra o câncer. Em avaliações
anteriores, conduzidas a pedido do ministério e divulgadas em março
deste ano, especialistas apontaram que a pílula, desenvolvida e
produzida na USP de São Carlos, teria baixo grau de pureza e não seria
capaz de matar células tumorais em ensaios in vitro (ou seja, no tubo de
ensaio). O único resultado positivo das análises até agora foi a
indicação de que a fosfoetanolamina não seria tóxica, mesmo quando
ingerida em concentrações relativamente altas.
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