sábado, 26 de janeiro de 2019

Acidentes em rodovias do Litoral aumentam 17,9%




AEN-PR
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O BPRv (Batalhão de Polícia Rodoviária) flagrou, nos primeiros 30 dias de Operação Verão, mais de sete mil veículos com velocidade acima do permitido nas rodovias estaduais do Litoral do Paraná. Duas pessoas morreram vítimas de atropelamento. O balanço, que abrange de 21 de dezembro a 21 de janeiro, aponta um aumento de 17,91% nos acidentes e de 4,55% no número de pessoas feridas, em comparação com o mesmo período da temporada anterior.
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Neste verão, foram registrados 79 acidentes com 46 pessoas feridas e dois óbitos, enquanto que na temporada anterior foram 67 acidentes com 44 feridos e nenhum óbito. "Observamos o comportamento do motorista, que não adapta a direção quando se depara com chuva, desenvolvendo a mesma velocidade como se a pista estivesse seca, resultando em acidentes e autuações", apontou o Comandante da 1ª Companhia do BPRv, capitão Idevaldo de Paula Cunha Júnior.


As duas mortes ocorridas nesta temporada foram por atropelamento e ocorreram na rodovia Alexandra-Matinhos (PR-508). No ano anterior não houve óbitos por esse tipo de acidente. "A rodovia tem uma pista boa, de mão dupla, porém em dias chuvosos é muito perigosa, tanto que as duas mortes por atropelamento aconteceram no período da noite e com a pista molhada por conta da chuva", salientou o capitão.

EMBRIAGUEZ

A embriaguez ao volante é outra preocupação dos policiais rodoviários. Nesta temporada de verão já foram lavradas 33 notificações com multa e oito com prisão do condutor, números superiores aos registrados no verão passado, quando houve 24 casos de multa por embriaguez e mais sete com a prisão do motorista.

A fiscalização foi intensificada para aplicar o rigor da legislação nos casos de flagrante. Nos primeiros 30 dias de Operação Verão, as equipes fizeram 743 testes com bafômetro (aplicação do etilômetro), 980 testes no verão passado (aumento de 24,18%). "Temos trabalhado constantemente e feito operações para coibir essa prática que, infelizmente, causa tragédias e ceifa vidas. O Batalhão está presente nas rodovias e ao flagrar esse tipo de conduta, aplica o rigor da lei", destacou o capitão Cunha.

ORIENTAÇÕES

Nos finais de semana o fluxo de veículos aumenta e, consequentemente, os riscos de acidentes. Na sexta-feira (18), mais de 40 mil veículos passaram pelas rodovias estaduais em direção ao Litoral. Os motoristas devem redobrar a atenção para evitar infrações.

Além de ações preventivas e repressivas, pequenas atitudes podem evitar tragédias. Em relação ao veículo, é necessário fazer uma manutenção prévia para avaliar as condições dos pneus, freios, componentes do motor, suspensão e sistema de iluminação. As taxas tributárias (IPVA, Licenciamento e DPVAT) também devem estar em dia.

Na estrada, em caso de chuva, o condutor deve reduzir a velocidade, acender as luzes e manter uma distância segura do veículo à frente para que haja espaço para manobra caso seja necessário. Em alguns trechos, como o que passa pela Serra do Mar em que é comum a incidência de neblina, a orientação é dirigir com cautela, sem acionar o pisca alerta e não estacionar no acostamento. Caso a visibilidade esteja comprometida, o motorista deve procurar um local seguro para parar e aguardar a melhora no tempo.

Outra medida de segurança que evita tragédias é o uso do cinto de segurança. Para as crianças menores de 10 anos devem ser utilizados os dispositivos regulados pela legislação de acordo com a idade (bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação).
AEN

Confira os novos valores do salário-mínimo regional




Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil


O salário mínimo regional do Paraná vai variar de R$ 1.306,80 a R$ 1.509,20. As novas faixas entram em vigor a partir do próximo dia 1º de fevereiro, quando será assinado o decreto que formaliza o reajuste. Os novos valores foram anunciados nesta sexta-feira (25/01) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, em conjunto com o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, no Palácio Iguaçu, em Curitiba
O Paraná, destacou Ratinho Junior, tem um dos maiores salários mínimos regionais do país. "O reajuste do piso é o compromisso do nosso governo em valorizar os trabalhadores", afirmou. "Com o reajuste, aumenta o poder aquisitivo dos trabalhadores abrangidos por essa lei. Isso se reflete no movimento do comércio e nos serviços", enfatizou o governador.


"O mínimo regional, que já entra na folha de fevereiro, é uma referência para a negociação das categorias sindicalizadas e uma garantia para as categorias que não têm sindicato", afirmou o secretário Ney Leprevost. "Vamos trabalhar junto com o conselho em prol da classe trabalhadora, fazendo com que a geração de empregos no Paraná continue em alta", disse ele.

O reajuste de 4,71% foi referendado nesta semana por um conselho tripartite, que tem a participação de representantes do poder público, de empregados e empregadores. O valor estabelecido fica acima do mínimo nacional, que é de R$ 998,00.

Na categoria dos trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca, o piso sobe para R$ 1.306, 80. Para o segundo grupo, no setor de serviços administrativos, serviços gerais, de reparação e manutenção e vendedores do comércio em lojas e mercados, o piso chega a R$ 1.355,20. Esta categoria engloba também a classe de trabalhadores domésticos.

Empregados na produção de bens e serviços industriais terão piso de R$ 1.403,60. Para o quarto grupo, na categoria de técnicos de nível médio, o piso passa para R$ 1.509,20.

HISTÓRICO

O salário mínimo regional no Paraná foi implantado em 1º de maio de 2006. Desde 2017, a data-base vem sendo reajustada pelo mesmo percentual aplicado para o salário mínimo nacional e também antecipada em um mês por ano para que, em 2020, venha a coincidir com a data-base nacional – ou seja, 1º de janeiro.

Confira a evolução do piso salarial no Paraná desde a sua implantação:

2006 - R$ 427,00 a R$ 437,80

2007 R$ 462,00 a R$ 475,20

2008 R$ 527,00 a R$ 547,80

2009 R$ 605,52 a R$ 629,65

2010 R$ 663,00 a R$ 765,00

2011 R$ 708,14 a R$ 817,78

2012 R$ 783,20 a 904,20

2013 R$ 882,59 a R$ 1.018,94

2014 R$ 948,20 a R$ 1.095,60

2015 R$1.032,02 a R$ 1.192,45

2016 R$ 1.148,40 a 1.326,60

2017 R$ 1.223,20 a R$ 1.414,60

2018 R$ 1.247,40 a R$ 1.441

2019 R$ 1.306,80 a R$ 1.509,2
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'Vamos resgatar somente corpos', diz Zema sobre tragédia em Brumadinho

BRUMADINHO, MG (FOLHAPRESS) - O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse que são mínimas as chances de resgatar pessoas com vida da tragédia em Brumadinho (MG). Nesta sexta (25), o rompimento de uma barragem da mineradora Vale matou ao menos sete pessoas. Há mais de 150 desaparecidos.
"Vamos resgatar somente corpos", afirmou o governador em entrevista na faculdade Asas de Brumadinho, espécie de ponto de apoio das autoridades para definir ações relacionadas à tragédia.
Zema disse ter recebido propostas de outros estados e do governo federal para a operação. "Agradecemos muito, mas a nossa força-tarefa no momento é suficiente. Vamos precisar de ajuda provavelmente a partir de segunda-feira (28)."
Segundo o governador, além do resgate dos corpos, a preocupação é acompanhar o estado da barragem. "O vazamento até agora parece estável, caso não chova. Mas se chover pode se mover mais um pouco."
Zema diferenciou o caso de Brumadinho do de Mariana. Em 2015, o rompimento da barragem de Fundão matou 19 pessoas e espalhou rejeitos de minério por 650 km. O reservatório pertence à mineradora Samarco, de propriedade da Vale e da BHP Billiton.
"O vazamento tem uma característica diferente daquele que aconteceu em Mariana, que foram centenas de quilômetros. Este teve um maior número de vítimas, mas vai ficar territorialmente mais limitado", afirmou o governador.
Em rede social, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que lamenta o ocorrido. "Determinei o deslocamento dos ministros do Desenvolvimento Regional e Minas e Energia, bem como nosso Secretario Nacional de Defesa Civil para a Região", afirmou. "Nossa maior preocupação neste momento é atender eventuais vítimas desta grave tragédia."
Os recibos de ações da Vale negociados na Bolsa de Nova York caíram perto de 8% nesta tarde, reflexo do rompimento da barragem em Brumadinho. No Brasil, a Bolsa está fechada pelo feriado de aniversário de São Paulo.
O Instituto Inhotim, que fica em Brumadinho, foi esvaziado por medida de segurança e permanecerá fechado no fim de semana. O museu é um dos maiores centros de arte ao ar livre da América Latina.
O rompimento aconteceu na região do córrego do Feijão, na altura do km 50 da rodovia MG-040. A barragem, que estava inativa, armazenava 12,7 milhão de m³ de rejeito de mineração.

Ruptura da barragem de Brumadinho deve ter mais mortes que a de Mariana


Vista aérea da lama que tomou localidades de Brumadinho
Vista aérea da lama que tomou localidades de Brumadinho (Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros de Minas Gerais)
O rompimento da barragem de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), ocorrida nesta sexta-feira (25), pode ter mais mortes que a de Mariana, ocorrida em outubro de 2015. A projeção é baseada nos números divulgados nesta sexta-feira nas operações de resgate feitas pelos bombeiros e pela polícia militar – quase 100 agentes estão no local e a quantidade deve chegar a 200 a partir da madrugada deste sábado (26).
A Vale, que administrava a mineração em Brumadinho, informou que havia 427 pessoas no local. Segundo os bombeiros, 182 foram resgatadas vivas. O governo de Minas Gerais, citando informações dos bombeiros, disse que há 7 mortos, ainda não identificados. O número de desaparecidos supera 230 — desses, 150 seriam funcionários da Vale — e a chance de se encontrar pessoas ainda vivas diminui com o passar do tempo.
Em entrevista coletiva nesta sexta, o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, admitiu que a tragédia em Brumadinho seria maior do ponto de vista de perdas humanas. Em Mariana, foram 19 mortes. Por outro lado, ele disse que a tragédia será menor do ponto de vista ambiental. Ele explicou que o rejeito vazado no acidente é menos úmido que o de Mariana e, portanto, teria menos capacidade de locomoção pelos rios e encostas da região. "O dano do ponto de vista ambiental é muito menor [que Mariana]. Mas a tragédia humana deve ser maior", afirmou.
De acordo com o executivo, funcionários ocupavam o refeitório e o prédio administrativo da empresa, localizado no interior do complexo da mina Córrego do Feijão, na zona rural de Brumadinho.
A empresa tem no local três barragens, todas com rejeito da produção de minério de ferro, formado principalmente de um material chamado sílica, que seria a terra que é separada do minério durante o processo de extração do produto na mina. Schvartsman afirmou que só tem notícia até o momento que uma barragem se rompeu. Uma segunda barragem teria transbordado.
O executivo afirmou que a empresa não sabe ainda o que levou ao rompimento, mas garantiu que a última vistoria no local, que atestou sua segurança, ocorreu no último dia 10. Um laudo produzido por uma empresa alemã, segundo ele, também teria atestado a estabilidade da barragem em setembro passado.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Seguro-desemprego é reajustado em 3,43%


Parcela máxima passa para R$ 1.735,29

O empregado demitido sem justa causa terá o seguro-desemprego corrigido em 3,43%, correspondente à inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no ano passado, informou ontem (18) o Ministério da Economia.
A parcela máxima passará de R$ 1.677,74 para R$ 1.735,29. A mínima, que acompanha o valor do salário mínimo, foi reajustada de R$ 954 para R$ 998. Os novos valores serão pagos para as parcelas emitidas a partir de 11 de janeiro e para os novos benefícios.
Atualmente, o trabalhador dispensado sem justa causa pode receber de três a cinco parcelas do seguro-desemprego conforme o tempo trabalhado e o número de pedidos do benefício. A parcela é calculada com base na média das três últimas remunerações do trabalhador antes da demissão. Caso o trabalhador tenha ficado menos que três meses no emprego, o cálculo segue a média do salário em dois meses ou em apenas um mês, dependendo do caso.
Quem ganhava mais que R$ 2.551,96 recebe o valor máximo de R$ 1.735,29. Quem ganha até R$ 1.531,02 tem direito a 80% do salário médio ou ao salário mínimo, prevalecendo o maior valor. Para remunerações de R$ 1.531,03 a R$ 2.551,96, o seguro-desemprego corresponde a R$ 1.224,82 mais 50% do que exceder R$ 1.531,02.
O beneficiário não pode exercer atividade remunerada, informal ou formal, enquanto recebe o seguro. O trabalhador é obrigado a devolver as parcelas recebidas indevidamente, caso saque o benefício e tenha alguma ocupação.
O trabalhador demitido pode pedir o seguro-desemprego pela internet, no portal Emprega Brasil. É necessário ter em mãos as guias entregues pelo ex-empregador ao homologar a demissão, o termo de rescisão, a carteira de trabalho, o extrato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a identificação do Programa de Integração Social (PIS) ou do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), Cadastro de Pessoa Física (CPF) e documento de identificação com foto.
Fonte: Agência Brasil

Praias do Paraná apresentam dois pontos impróprios para o banho; descubra quais

 
 Foto: Divulgação/AEN
 
O quinto boletim de balneabilidade desta temporada, divulgado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) nesta sexta-feira (18), mostra um novo ponto impróprio para banho no Litoral. Além da Ponta da Pita, em Antonina, que já vem apresentando concentração de esgoto clandestino, um outro ponto que não está recomendado para banho, de acordo com as análises desta semana, fica na Praia Brava de Caiobá, na altura da Rua Alvorada. As chuvas podem ter causado a alteração.
Os demais locais analisados estão próprios. Ao todo, são monitorados semanalmente 49 pontos na região – 13 em Guaratuba, 14 em Matinhos, 11 em Pontal do Paraná, seis na Ilha do Mel, três em Morretes e dois em Antonina. No Interior, os 17 pontos continuam recomendados para banho.
Segundo a diretora de Monitoramento Ambiental e Controle da Poluição do IAP, Ivonete Coelho da Silva Chaves, as chuvas que ocorreram nos últimos dias podem ser o motivo do ponto na Praia Brava, em Caiobá, estar impróprio. “As fossas sépticas podem transbordar com o volume de chuva e irem para as galerias de águas pluviais”, explica a diretora. “O solo fica muito encharcado e não absorve a água direito”, continua.

Sinalização

O veranista pode se orientar de acordo com as bandeiras na orla das praias, nos rios e nos reservatórios, que indicam se os locais estão próprios ou impróprios para banho. As bandeiras são alteradas pelos bombeiros toda sexta-feira, no período da manhã, se for necessário.
A sinalização aponta a condição da água a 100 metros à direita e à esquerda de cada bandeira. A cor vermelha indica que a água não é recomendada e a azul que a região está própria para banho. Os boletins são divulgados todas as sextas-feiras, durante a temporada de verão e podem ser acessados pela população nos sites do IAP e da Operação Verão.

Marina resiste ao fim do Rede

BR18,


A ex-senadora e criadora da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, resiste em pôr um fim à legenda e diz que o fato de ficar sem recursos do fundo partidário não é “determinante” para definir se o partido deve ou não se fundir a outra legenda, como o PPS. A decisão sobre o futuro do Rede criou um racha no partido e fez o grupo adiar para março o congresso nacional que discutirá o assunto. O encontro seria realizado neste fim de semana, em Brasília.
Em entrevista ao Valor, Marina afirma que, diante da atual conjuntura, é preciso levar em conta a importância que o partido terá no debate político, especialmente no campo da defesa do meio ambiente. “No momento em que a agenda ambiental está sendo estilhaçada, a Rede tem um papel histórico a cumprir”, disse.
(Foto: Google/Reprodução)

fabio campana 

O pente-fino da Previdência

fabio campana 

Os benefícios concedidos pelo INSS como pensão por morte, auxílio-reclusão e aposentadoria rural devem passar um pente-fino.
Com a medida, o governo federal fala de economia “na casa dos bilhões”.
Temer começou movimento parecido, mas com foco em auxílios-doença e aposentadorias por invalidez. Desde então foram cortados 80% dos auxílios e 30% das aposentadorias. A economia estimada foi de R$ 14,5 bilhões.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Cai número de mortes nas rodovias federais do Paraná



Divulgação/PRF
Divulgação/PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou uma queda de 20,1% das mortes no Paraná ao longo de 2018. O total de mortes caiu de 613, em 2017, para 490 no ano passado. O número é o mais baixo desde o início da série histórica, em 2010. O total de pessoas feridas passou de 9.461 para 8.108, uma redução de 13,5%. E o de acidentes atendidos pela PRF no estado caiu 26,6%, de 10,6 mil para 7,8 mil.

Pela primeira vez nos últimos nove anos, o patamar de mortes ficou abaixo de 500. Até então, o ano menos violento havia sido o de 2015, quando 583 mortes foram contabilizadas. O pico de vítimas mortas ocorreu em 2012 (855).

Perfil dos acidentes fatais - As principais causas dos acidentes que resultaram em vítimas mortas no ano passado foram falta de atenção do condutor (25,7% das mortes); falta de atenção do pedestre (17,8%); velocidade incompatível (15,5%); desobediência às normas de trânsito (15,5%); ingestão de álcool (4,9%); e ultrapassagem indevida (3,1%).

As colisões frontais responderam por 27,3% das mortes, seguidas pelos atropelamentos (24,5%). Juntos, esses dois tipos de acidente representaram, portanto, mais da metade dos óbitos registrados. Duas a cada três mortes ocorreram no período noturno, durante o amanhecer ou anoitecer. A maioria das mortes ocorreu em situação de pista seca (87,1%) e em trechos de reta (72,9%).

Os trechos de pista simples concentraram 56,7% das mortes. Condutores ou garupas de motocicletas foram 17,4% das vítimas; ciclistas, 6,8%. A cada cinco mortos, quatro eram homens. Crianças de zero a 11 anos de idade foram 2,5% das vítimas mortas. Adolescentes, 3%. Idosos com mais de 60 anos, 13,9%.

Ações de fiscalização - Em 2018, os policiais rodoviários federais flagraram 3.858 motoristas dirigindo sob efeito de bebidas alcoólicas no Paraná. Outros 24,4 mil foram autuados por manobras irregulares de ultrapassagem. E 296,3 mil tiveram as placas de seus veículos capturadas por radares portáteis da PRF, por transitar acima dos limites máximos de velocidade.

A PRF também constatou 2.104 crianças sendo transportadas sem cadeirinha, assento de elevação ou bebê-conforto. As autuações por transportar crianças sem cadeirinha ultrapassaram as relativas ao uso de telefone celular nas rodovias federais (1.595 notificações). As equipes da PRF emitiram ainda 14,5 mil autos de infração por não utilização do cinto de segurança. A Polícia Rodoviária Federal fiscaliza cerca de 4 mil quilômetros de malha viária no Paraná.

Redação Bonde com Assessoria

Com decreto, pessoas acima de 25 anos podem ter até 4 armas


Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil


Citando o referendo de 2005 em que a população rejeitou a proibição do comércio de armas de fogo, Bolsonaro argumentou a necessidade do decreto.

"O povo decidiu por comprar armas e munições, e nós não podemos negar o que o povo quis naquele momento. Em toda minha andança pelo Brasil, ao longo dos últimos anos, a questão da arma sempre estava na ordem do dia. Não interessa se estava em Roraima, no Acre, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina ou Rio de Janeiro."

O decreto entra em vigor após sua publicação no Diário Oficial da União e refere-se exclusivamente à posse de armas. O porte de arma de fogo, ou seja, o direito de andar com a arma na rua ou no carro não foi incluído no texto.

Critérios

Os cidadãos deverão preencher uma série de requisitos, como passar por avaliação psicológica e não ter antecedentes criminais. O que muda com o novo decreto é que não há necessidade de uma justificativa para a posse da arma. Antes esse item era avaliado e ficava a cargo de um delegado da Polícia Federal, que poderia aceitar, ou não, o argumento.

"E o grande problema que tínhamos na lei é comprovação da efetiva necessidade, isso beirava a subjetividade, então, bem costurado, o senhor ministro [da Justiça] Sergio Moro, o senhor ministro, também Fernando, da Defesa, entre outros, chegamos à conclusão de que tínhamos, sim, como não driblar, mas fazer justiça com esse dispositivo previsto na lei, de modo que o cidadão pudesse, então, sem a discricionariedade, obter, observando alguns outros critérios, a posse da sua arma de fogo", disse Bolsonaro.

Além de militares e agentes públicos da área de segurança ativos e inativos, poderão adquirir armas de fogo os moradores de áreas rural e urbana com índices de mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes, conforme dados do Atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Donos e responsáveis por estabelecimentos comerciais ou industriais também poderão adquirir o armamento, assim como colecionadores de armas, atiradores e caçadores, devidamente registrados no Comando do Exército.

Limites

O limite de quatro armas poderá ser flexibilizado, caso o cidadão comprove a necessidade de adquirir mais, como, por exemplo, ser possuidor de mais de quatro propriedades rurais ou urbanas.

"Na legislação anterior se poderia comprar meia dúzia de armas, mas na prática não poderia comprar nenhuma, ou então era muito difícil atingir esse objetivo. Com a legislação atual, pode-se comprar até quatro, e ele, preenchendo esses requisitos, cidadão de bem, com toda certeza, poderá fazer uso dessas armas", afirmou o presidente.

De acordo com o decreto, caso na residência haja criança, adolescente ou pessoa com doença mental será necessário apresentar uma declaração de que existe um cofre ou outro local seguro com tranca para o armazenamento da arma.

Registros

O registro e a análise da documentação continuam sob responsabilidade da Polícia Federal, mas, segundo Bolsonaro, futuramente, de acordo com a demanda, poderá haver convênios com as polícias militares e civis para esse trabalho.

O prazo para a renovação do registro da arma de fogo passará de cinco anos para 10 anos. Os registros ativos, feitos antes da publicação do decreto, estão automaticamente renovados pelo mesmo período.
Agência Brasil