A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que, para combater o
vírus Zika, é necessário que os países melhorem o saneamento básico.
Explicou que 100 milhões de pessoas vivem sem acesso a sistemas
adequados de saneamento na América Latina e 70 milhões não têm água
encanada.
O documento destaca que, quando as pessoas não têm serviços de
saneamento, tendem a armazenar água de maneira insegura, o que favorece a
proliferação de mosquitos. Zika, dengue e chycungunya são doenças
transmitidas pelo Aedes aegypti, mosquito que se reproduz em água
parada.
Água e esgotos
“Enquanto o mundo procura soluções de alta tecnologia para combater o
vírus Zika, não devemos esquecer o péssimo estado do acesso à água e ao
esgotamento sanitário para as populações desfavorecidas”, disse o
relator especial das Nações Unidas para o Direito Humano à Água e ao
Saneamento, Léo Heller, em nota divulgada pela organização.
Em comunicado, três especialistas da ONU ressaltaram que há um forte
vínculo entre sistemas de saneamento deficientes e o surto atual do
vírus Zika, bem como outras doenças causadas pelo Aedes aegypti e que a
maneira mais efetiva de enfrentar o problema é melhorar os serviços [de
saneamento].
A organização ressalta que, na região latino-americana, são os mais
pobres e marginalizados que sofrem de maneira desproporcional pela carga
das doenças transmitidas por mosquitos, já que é esta a população que
não tem acesso à água encanada e a esgotos.
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