Equipes da Prefeitura mantêm, há 24 horas, o atendimento às famílias
atingidas pelo temporal no fim da tarde de quarta-feira (12). De acordo
balanço da Defesa Civil de Curitiba, foram registradas ocorrências nos
bairros Pilarzinho, São Braz, Campo Comprido e Santa Felicidade. Em
apenas duas horas, choveu, somente no Bairro Pilarzinho, um acumulado de
85mm entre 16h e 18h da tarde de quarta-feira.
No total, 30 pessoas foram afetadas na cidade e 16 residências foram
parcialmente danificadas nas ruas Professor Ignácio Alves de Souza e
João Gasparin, no Pilarzinho, e na Rua José Baggio, no Campo Comprido.
Um deslizamento de terra na Rua Agostinho Grubba, também no bairro
Pilarzinho, danificou uma residência e soterrou um carro estacionado no
local. Não houve desabrigados, mas a Defesa Civil registrou que até a
noite de de quarta-feira 64 pessoas foram desalojadas, pernoitando na
casa de parentes.
Até o fim da tarde desta quinta-feira (13), 15 servidores ainda
trabalham no socorro às famílias, avaliações, apoio e acompanhamento das
ocorrências registradas. Quatro pessoas permanecem desalojadas. Com a
falta de energia elétrica, a Copel informa que mais de 30,8 mil pessoas
foram afetadas pelo problema, gerando 122 ocorrências à companhia. Dez
bairros que ficaram sem luz por causa do temporal: Bigorrilho,
Butiatuvinha, Campina do Siqueira, Campo Comprido, Fazendinha, Novo
Mundo, Portão, Santa Felicidade, Santo Inácio e São Braz.
As subsecretarias regionais de Proteção e Defesa Civil Boa Vista e
Santa Felicidade empregaram duas motobombas no trabalho de escoamento
das águas nos pontos de alagamento, distribuíram 30 metros de lona
plástica, além de colchões e cobertores dos chamados kits dormitório.
O coordenador técnico da Defesa Civil de Curitiba, inspetor João
Batista dos Santos, orienta as pessoas a buscarem o apoio dos órgãos
responsáveis pelo atendimento dessas situações emergenciais por meio dos
telefones 193 do Corpo de Bombeiros, 153 da Guarda Municipal e o 199 da
Defesa Civil. “Diante de uma correnteza forte, abalo estrutural, baixa
luminosidade, formação de buraco no chão ou mesmo deslizamentos de
terra, entre outras situações, é muito importante que as pessoas não
permaneçam no interior da residência para não colocar sua vida e
integridade em risco”, alerta Santos.
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