O Supremo Tribunal Federal (STF) começou há pouco sessão
extraordinária para julgar cinco ações que contestam a votação do pedido
de abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
A sessão foi convocada no início da tarde, após as ações chegaram ao
protocolo da Corte. Dez dos 11 ministros estão presentes. O ministro
Dias Toffoli, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), está em viagem oficial a Romênia.
A decisão da Corte foi divulgada no início da sessão desta
quinta-feira, 14, quando os ministros se preparavam para julgar
processos sobre direito autoral. Após intervenção do ministro Marco
Aurélio, relator de uma das ações, os ministros decidiram cancelar a
sessão e convocar uma reunião extraordinária para decidir as questões
que envolvem o impeachment.
As ações que serão julgadas em conjunto foram protocoladas pelos
deputados federais Weverton Rocha (PDT-MA), Rubens Pereira Júnior
(PCdoB-MA), Paulo Teixeira (PT-SP), Wadih Damus (PT-RJ), além de ações
da Advocacia-Geral da União e do PCdoB.
Os deputados alegam que a Comissão Especial do Impeachment violou o
direito de defesa de Dilma ao permitir que os juristas Janaína Paschoal e
Helio Bicudo pudessem se manifestar em uma das sessões, além de inserir
na denúncia os termos de delação do senador Delcídio do Amaral
(sem-partido-MS), fato que não foi objeto da denúncia original, recebida
por Eduardo Cunha.
Na ação protocolada pelo deputado Weverton Rocha, os governistas
pretendem garantir que a votação ocorra de forma alternada entre as
bancadas dos estados do Norte e do Sul do país. O parlamentar quer
evitar que a votação seja iniciada pelos deputados de estados do Sul,
como havia anunciado o presidente da Câmara
O deputado alega que o regimento interno da Câmara definiu que a
votação sobre a admissibilidade do processo de impeachment do Presidente
da República deve ocorrer de forma alternada e iniciar por um estado do
Norte. Para o parlamentar, Cunha faz “interpretação costumeira” do
regimento.
Após o anúncio da realização de “sessão relâmpago” pelo Supremo para
julgar a validade do procedimento de votação, Eduardo Cunha voltou atrás
e mudou a ordem de chamada de votação para o processo do impeachment.
Cunha recuou e anunciou hoje (14) que a votação será alternada,
começando por um estado do Norte.
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