O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski,
rejeitou nesta terça-feira, 7, um recurso da defesa da presidente
afastada Dilma Rousseff para incluir no processo os áudios gravados pelo
ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que integram a delação
premiada dela na Lava Jato.

(Foto: Divulgação/EBC)
Antes de decidir, Lewandowski consultou o relator da Lava Jato no
STF, o ministro Teori Zavascki, se manifestasse sobre o assunto. Teori
afirmou, no entanto, que os elementos colhidos na delação estão
resguardados por sigilo e, por isso, não podem ser anexados aos autos do
impeachment no Senado.
“Convém afirmar que o guardião do sigilo (da delação) é o próprio
relator do feito, a quem a lei incumbiu a tarefa de preservar os
direitos assegurados ao colaborador, garantir o sucesso das
investigações e, também, resguardar o conteúdo de depoimentos que ainda
poderão ser colhidos diretamente do colaborador ou mesmo de terceiros”,
escreveu Lewandowski.
Nos áudios registrados por Machado, que vieram a público nas últimas
semanas, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) sugere que a saída da
presidente Dilma resultaria em um pacto para conter o avanço da Operação
Lava Jato e livrar políticos de serem investigados.
A defesa de Dilma alegava que o material era a prova de que o
processo do impeachment representa desvio de poder. No pedido, formulado
pelo ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, os áudios
serviriam para a defesa demonstrar a “única finalidade que movia
importantes parlamentares e líderes políticos na construção do processo
de destituição do atual governo”.
Outros recursos
Lewandowski rejeitou outros três recursos nesta terça sobre o
processo do impeachment no Senado. Um deles, apresentado pelo líder do
governo em exercício no Senado, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP),
tentava limitar o número de testemunhas de defesa no processo do
impeachment.
Os outros dois recursos, da defesa de Dilma, pediam que o senador
Antonio Anastasia (PSDB-MG) fosse afastado da relatoria do impeachment
na comissão especial instalada na Casa. Lewandowski sustentou que os
motivos apresentados pela petista eram insuficientes para determinar a
mudança do relator.
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