O
ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) disse
hoje (7), por meio de nota, que está "perplexo, indignado e revoltado"
com a informação de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot,
teria pedido a prisão dele ao ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF), Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato na
Corte.
"Dediquei sessenta anos da minha vida
pública ao país e à defesa do Estado de Direito. Julguei que tivesse o
respeito de autoridades do porte do Procurador-Geral da República.
Jamais agi para obstruir a justiça. Sempre a prestigiei e a fortaleci.
Prestei serviços ao país, o maior deles, conduzir a transição para a
democracia e a elaboração da Constituição da República", destacou Sarney
no documento. Ele acrescentou ainda que o Brasil conhece a trajetória
dele e o cuidado que sempre teve no trato da coisa pública.
A solicitação do procurador-geral da República foi divulgada hoje pelo jornal O Globo.
Segundo o jornal, o caso deve ser analisado pelo ministro do Supremo,
Teori Zavascki. Os pedidos que também atingem o presidente do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o
presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) estão com o
ministro há pelo menos uma semana.
Apesar da repercussão do caso, as
assessorias do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da
República não confirmam a informação.
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