
Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
A presidente Dilma Rousseff chegou na tarde desta quarta-feira, 11,
no Palácio do Planalto, depois de ter passado a manhã em sua residência
oficial, onde teve uma reunião com o assessor especial da Presidência,
Giles Azevedo, que inicialmente estava marcada para o Planalto. Para a
passagem do comboio da presidente, a Esplanada dos Ministérios, que está
interditada, foi liberada.
No momento da chegada, fotógrafos tentaram correr para fazer imagens
na garagem e depois foram barrados pelos seguranças da presidência que,
inclusive, anotaram a identificação deles para eventual punição.
No Alvorada, Dilma recebeu uma equipe da Empresa Brasil de
Comunicação (EBC) e gravou um vídeo para comentar o seu iminente
afastamento hoje pelo Senado. Na mensagem, Dilma voltará a dizer que é
vítima de “golpe”. Ainda está sendo estudado se Dilma fará
pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV ou uma declaração à
imprensa. A princípio, os vídeos serão veiculados nas redes sociais.
Limpeza
Dilma já retirou tudo que lhe pertence do gabinete presidencial. Até
mesmo as fotos da filha e dos dois netos já foram levados para o Palácio
da Alvorada, assim como os livros dela. Apesar da agenda frenética,
funcionários do Planalto dizem que o que tem trabalho mais neste final
de governo são os trituradores de papel e os scanners de documentos. O
clima no governo é de tensão total e de absoluto desespero por parte de
inúmeros funcionários que terão de deixar os seus cargos de DAS e, a
grande maioria, não tem “órgão de origem” e, portanto, ficariam
desempregados a partir de sexta-feira. Só no Planalto, eles são mais de
mil. Muitos não pretendem pedir demissão e ficarão aguardando até que a
equipe de Temer os demitam.
Não há definição ainda sobre o que a presidente Dilma terá direito
durante seu afastamento. Caberá ao presidente do Senado, Renan
Calheiros, decidir. Mas pelo menos 30 pessoas de seu gabinete já foram
mobilizados para se transferir para o Alvorada Ela continuará contando
ainda com todo o esquema de funcionamento do palácio onde reside, que
será transformado em uma espécie de QG da resistência. A princípio, a
presidente Dilma também poderá continuar usando um jato da Força Aérea,
só que não o Airbus, que servirá a Michel Temer.
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