Uma nova liminar, desta vez da juíza Regina Coeli, da 6ª Vara de
Justiça do Rio de Janeiro, conseguiu anular novamente a nomeação de Moreira Franco ao
cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência. A nomeação dele
no cargo já havia sido suspensa na quarta-feira por decisão, também
liminar, da Justiça Federal do Distrito Federal, mas a Advocacia-Geral da União (AGU)
entrou com recurso e conseguiu reverter a decisão na manhã desta
quinta-feira, 9, o que durou pouco tempo. A informação sobre a nova
suspensão da nomeação foi confirmada no Palácio do Planalto.

(Foto: Divulgação/EBC)
Moreira Franco não está no palácio e não acompanhou o presidente
Michel Temer em seminário da Caixa Econômica Federal na manhã desta
quinta. A AGU vai entrar com novo recurso. Há dois caminhos sendo
pensados pelo governo: pedir ao Supremo Tribunal Federal para suspender
todas as ações ou ir derrubando uma por uma.
No caso de entrar no STF, a ideia é que uma decisão favorável ao
governo, vinda da Suprema Corte, prevaleça sobre as demais. Uma equipe
jurídica do Planalto e a AGU estão discutindo qual caminho a ser
seguido.
O governo acredita que conseguirá derrubar as liminares. No caso da
primeira, de Brasília, embora o governo já esperasse pela derrubada da
liminar que tirou o Moreira do cargo de ministro, o fato de a decisão
ter saído logo de manhã foi recebida com alívio pelo Palácio do
Planalto. Mas, agora, a “aflição” aumentou de novo e todos estão
“correndo contra o tempo”.
Nesta quinta pela manhã, no seminário promovido pela Caixa Econômica
Federal, onde o presidente Michel Temer e o ministro da Casa Civil,
Eliseu Padilha, discursaram, Moreira era esperado De acordo com a Caixa,
a previsão era de que Moreira comparecesse lá à tarde, mas com a nova
liminar, certamente isso não ocorrerá mais.
Com a liminar em vigor, Moreira não pode trabalhar no Planalto,
embora possa circular nas dependências do prédio. Mas ele não foi visto
nesta manhã no local. Havia uma preocupação porque Moreira ficou até
perto das 22 horas no seu gabinete no anexo e o senador Romero Jucá, ao
sair de uma audiência com ele, disse que ele estava trabalhando
normalmente e poderia parecer afronta à Justiça, embora houvesse
explicações de que ele não tinha sido notificado pela Justiça, naquele
momento. Como ministro, Moreira pretende se mudar para o prédio
principal do Planalto, possivelmente no terceiro andar, o mesmo andar do
presidente Michel Temer.
Pelo menos outras quatro ações, em diferentes instâncias judiciais e
Estados, estão aguardando posicionamento e a situação pode sofrer novo
revés. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, questionado sobre se
uma eventual “guerra de liminares” não poderia trazer instabilidade e
atrapalhar o governo, rebateu: “Vai derrubando as liminares.”
Sobre a possibilidade de Moreira abrir mão do status de ministro para
evitar constrangimento, caso a disputa judicial seja recorrente,
Padilha afirmou que “não há nenhum constrangimento da parte do governo”.
Segundo o ministro, em assuntos judicializados, outros poderes não têm o
que opinar.
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