
Alana Rizzo, Ana Clara Costa e Talita Fernandes, Época
A renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara era questão de
tempo. No domingo, 3 de julho, Cunha finalmente concebeu que seu tempo
se esgotara. Afastado do cargo há dois meses por decisão do Supremo
Tribunal Federal, e perto de ser cassado por quebra de decoro
parlamentar, ele não só não tinha mais saída, como o arranjo de um
interino em seu posto começava a incomodar o Palácio do Planalto. A
pressão da família, em especial da esposa, Cláudia Cruz, ré na Lava
Jato, de seus advogados e de aliados políticos o fez dar um passo
definitivo. Naquele domingo, Cunha começou a escrever sua carta de
renúncia. A data escolhida para tornar o documento público era a
terça-feira, dia 5, quando se completavam exatamente dois meses de seu
afastamento. O dia chegou, e Cunha, que nunca quis perder poder,
hesitou. Deixou para o dia seguinte, quarta-feira. Adiou de novo, para
não misturar o fato negativo com o aniversário de uma das filhas. Foi
quando o deputado Osmar Serraglio, seu colega dePMDB, presidente da
Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, anunciou que o recurso
apresentado pela defesa de Cunha contra a cassação seria analisado nesta
segunda-feira, dia 11. A derrota era quase certa. Não dava mais para
esperar.
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