Exame do Lacen identifica, ao mesmo tempo, as três doenças e reduz tempo de identificação de sorotipo de 40 para sete dias

Técnica funciona apenas em
pacientes que tenham começado a apresentar sintomas em, no máximo, cinco
dias; estimativa é que produção de exames semanais salte de 60 para 1,4
mil
Curitiba
– O Paraná deve confirmar novos casos de zika vírus, dengue e
chikungunya na próxima quarta-feira, quando está prevista a divulgação
do boletim atualizado sobre o Aedes aegypti, por parte da Secretaria de
Estado da Saúde (Sesa). A informação foi repassada ontem pelo chefe da
pasta, Michele Caputo Neto, durante coletiva de imprensa em Curitiba,
para anúncio da disponibilização do teste multiplex, que identifica, ao
mesmo tempo, se há presença de cada uma das três doenças no organismo. A
metodologia foi desenvolvida pelo Laboratório Central do Estado
(Lacen), que seguiu um protocolo do Centro de Controle e Prevenções de
Doenças (CDC) de Atlanta, nos Estados Unidos, considerado referência
mundial.
"A gente não trabalha com especulação. Mas vai aumentar sim o volume de resultados confirmados. Também vamos colocar questões que só foram possíveis de identificar graças a essa simultaneidade (possibilitada pelo multiplex)", afirmou. Segundo o secretário da Saúde, ainda é preciso verificar se o vírus foi contraído no Estado ou fora dele.
"A gente não trabalha com especulação. Mas vai aumentar sim o volume de resultados confirmados. Também vamos colocar questões que só foram possíveis de identificar graças a essa simultaneidade (possibilitada pelo multiplex)", afirmou. Segundo o secretário da Saúde, ainda é preciso verificar se o vírus foi contraído no Estado ou fora dele.
Das dez suspeitas de microcefalia relacionadas ao zika registradas
no último informe, com dados de 27 de julho de 2015 a 31 de janeiro de
2016, nove foram descartadas. Em relação à dengue, houve aumento de 28%
nos casos, embora a quantidade de cidades em epidemia permaneça a mesma:
11. O Paraná apresentou 3.444 situações da doença, sendo 3.102
autóctones (contraídas localmente). Os municípios com maior incidência
são Paranaguá (931), Foz do Iguaçu (657) e Londrina (441).
O novo teste funciona da seguinte forma: a amostra é processada até
se obter o material genético do vírus, que é então ampliado. Os
profissionais do Lacen promovem duas reações, para verificar a presença
ou ausência de cada uma das enfermidades. A técnica funciona apenas na
fase aguda, isto é, com pacientes que tenham começado a apresentar
sintomas em, no máximo, cinco dias. Conforme a coordenadora de seção de
biologia molecular do laboratório, a farmacêutica bioquímica Irina
Riediger, em torno de 500 exames já foram realizados. "A gente sempre
prima por atender a legislação vigente, que me exige um processo de
validação. Trabalhamos com as amostras, para garantir a segurança de
desempenho. Por isso que só está sendo liberado agora", contou.
De acordo com ela, o que muda é a capacidade de pesquisar simultaneamente o vírus, com método molecular. "Reduzimos a identificação de sorotipo, que demorava em torno de 40 dias, para sete dias", explicou, lembrando haver quatro tipos diferentes somente de dengue. O secretário estima que o número de exames semanais salte agora de 60 para 1,4 mil.
CUSTO MENOR
Haverá ainda redução de custos, uma vez que o impacto financeiro previsto é de 2/3 do que é gasto atualmente por teste; ou seja, de R$ 40, as despesas passarão a R$ 13. "Ganha-se na condição estratégica de avançar nesse enfrentamento e diminui-se o ruído, muitas vezes de especulação. Vamos poder, nos boletins semanais, dar um retrato muito mais realista da situação", resumiu. Ainda segundo Caputo Neto, qualquer laboratório brasileiro que tiver interesse em assimilar a técnica pode procurar a Sesa, que organizará a demanda.
De acordo com ela, o que muda é a capacidade de pesquisar simultaneamente o vírus, com método molecular. "Reduzimos a identificação de sorotipo, que demorava em torno de 40 dias, para sete dias", explicou, lembrando haver quatro tipos diferentes somente de dengue. O secretário estima que o número de exames semanais salte agora de 60 para 1,4 mil.
CUSTO MENOR
Haverá ainda redução de custos, uma vez que o impacto financeiro previsto é de 2/3 do que é gasto atualmente por teste; ou seja, de R$ 40, as despesas passarão a R$ 13. "Ganha-se na condição estratégica de avançar nesse enfrentamento e diminui-se o ruído, muitas vezes de especulação. Vamos poder, nos boletins semanais, dar um retrato muito mais realista da situação", resumiu. Ainda segundo Caputo Neto, qualquer laboratório brasileiro que tiver interesse em assimilar a técnica pode procurar a Sesa, que organizará a demanda.
Mariana Franco Ramos
Reportagem Local / folha web
Reportagem Local / folha web
Nenhum comentário:
Postar um comentário