Metade dos acidentes nos trechos no Paraná terminam com óbitos ou feridos
Rodolfo Luis Kowalski / bem paraná
Ontem foi de luto no Paraná. Nas redes sociais, nos círculos entre
amigos e até no local de trabalho o assunto era o mesmo: o grave
acidente registrado na BR-277, em Morretes, na noite de domingo. Cinco
pessoas morreram e um bebê foi encontrado com vida em meio à mata. Uma
verdadeira tragédia. Mas uma tragédia que é recorrente nas rodovias
federais que cortam o Estado.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a cada
semana dez pessoas morrem em acidentes nas nas BRs que passam pelo
Paraná. Entre julho de 2014 e junho de 2015, foram registradas 13.399
acidentes (média de 37 por dia ou 259 por semana) no Estado, com 518
mortes.
Fica no Paraná, inclusive, um dos trechos mais fatais das rodovias
brasileiras. É a BR-116, que possui taxa de 4,8 mortes a cada 10
quilômetros de extensão. No período analisado com os dados nacionais da
PRF, foram 2.007 ocorrências e 74 mortes. Apenas a BR-40, no Distrito
Federal, e a BR-381, em São Paulo, possuem taxas maiores — 9,5 e 6,9,
respectivamente.
Outro trecho com alta taxa de mortes é justamente a BR-277, 15ª
colocada no ranking nacional. Entre julho de 2014 e junho de 2015 foram
3.706 acidentes e 174 fatalidades, o que deixa a rodovia com taxa de 2,9
— a rodovia corta o Paraná mortes por 10 Km de Leste a Oeste, desde o
porto de Paranaguá, até Foz do Iguaçu, numa extensão de mais de 730
mortes. Logo atrás aparece a BR-376, com 3.980 ocorrências e 127 mortos,
o que dá um índice de 2,3.
A partir daí as taxas de mortes em estradas federais do Paraná passam
a cair, mas ainda assim em três das outras 13 rodovias que cortam o
estado as taxas são superiores à média nacional, de uma morte a cada 10
quilômetros. A BR-369, por exemplo, possui taxa de 1,7 (foram 71 mortes
em 1.604 acidentes no período). Já na BR-476, o índice é de 1,4 (1.455
ocorrências e 46 mortes entre julho de 2014 e junho de 2015).
Mais que a taxa de mortes e o número de acidentes nas rodovias
federais que cortam o Paraná, o que chama a atenção é a gravidade dos
acidentes no Estado. Enquanto em todas as rodovias federais do país
cerca de 43% dos acidentes terminam com pessoas mortas ou feridas, no
Paraná esse porcentual chega a 48,2%. Ou seja, praticamente metade dos
acidentes registrados nas BRs que passam pelo Paraná terminam com alguém
ferido ou morto.
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