
O presidente Michel Temer está reunido desde o período da manhã deste sábado, 7, com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia,
para tratar da crise nos presídios, agravada com os assassinatos de
presos em Roraima e Amazonas. Ele deixou o Palácio do Jaburu, residência
oficial da Vice-Presidência, por volta das 10 horas e seguiu para a
casa da ministra no Lago Sul.
Temer conversou na sexta-feira, 6, por telefone com Cármen Lúcia O
encontro entre os dois estava marcado para domingo, mas Temer solicitou
que fosse antecipado, diante da gravidade da situação. O jornal O Estado
de S. Paulo apurou que o presidente está preocupado com o “efeito
dominó” das rebeliões em várias regiões do País.
Até agora, o Palácio do Planalto não conseguiu acertar o passo na
estratégia de comunicação ao indicar que a segurança pública é, em
primeiro lugar, uma questão a ser tratada pelos Estados. Nos bastidores,
até mesmo ministros admitem que o governo federal passou uma imagem de
“omissão” logo na virada do ano.
Na tentativa de não levar a crise para o Planalto, Temer demorou a se
posicionar sobre a matança no presídio de Manaus. Depois, falou em
“acidente pavoroso” e a expressão usada ganhou mais destaque do que as
medidas anunciadas, como a construção de cinco presídios federais,
consideradas um “factoide” até por aliados.
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