revelia
Por
iniciativa da vereadora Michelle Matie Morikawa (PPS), todos os nove
vereadores de Assaí (PR) assinaram projeto de lei proibindo, em toda a
extensão do município, a prática de fraturamento hidráulico, também
conhecido como “fracking”, utilizado para realizar perfurações e
extração de gás, o chamado gás xisto, ou gás de folhelho (shale gas).
Durante sessão ordinária da noite desta segunda-feira (06), os
legisladores assaienses receberam a visita do gerente Osvaldo Mishima e
da advogada Flávia de Sá Sotto Maior, consultora jurídica das entidades
350.org e COESUS (Coalização Não Fracking Brasil).
Em 23 de dezembro de 2016, o governador Beto Richa já havia
sancionado projeto de lei que suspende por dez anos o licenciamento
ambiental de qualquer atividade de perfuração ou exploração de gás de
xisto pelo polêmico método do fraturamento hidráulico (fracking). A Lei
18.947/2016 foi publicada no Diário Oficial nº 9.849 e passou a valer de
forma imediata, tornando o estado do Paraná no primeiro do país a
suspender os avanços do “fracking” em seu território.
Fracking
O
processo de fraturamento hidráulico é uma tecnologia desenvolvida para
extração de gás de xisto em camadas ultraprofundas. Ele consiste na
perfuração do solo, por meio de uma tubulação, por onde são injetados de
sete a 15 milhões de litros de água e mais de 600 produtos químicos –
inclusive substâncias que seriam cancerígenas. Grande quantidade de água
é usada para explosão das rochas, e os produtos químicos, para
mantê-las abertas para passagem do gás.
Além da alta contaminação subterrânea, cerca de 15% da água poluída
com os resíduos tóxicos retorna à superfície, sendo armazenada em
“piscinões” a céu aberto.
Pesquisas relacionam o uso do fracking às mudanças climáticas,
favorecendo secas, enchentes, tufões e terremotos. Além do prejuízo
ambiental, o prejuízo econômico também é alto, uma vez que diversos
países já não importam alimentos produzidos em solo contaminado pelo
método.
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