Buscando um novo coração para Isabella Fuentes Silva, de cinco meses,
pais e amigos iniciaram uma campanha nas redes sociais para tentar
superar as dificuldades e encontrar a última alternativa para que a
pequena ganhe uma nova vida. O objetivo, segundo a mãe Paula Heidy, é
conscientizar as pessoas da importância da doação, até mesmo para salvar
várias outras crianças.
“No caso da minha filha, só resta o transplante. Neste momento ela
está entubada e respirando por aparelhos. Na última parada
cardiorrespiratória, os rins pararam de funcionar e depois voltaram, mas
ela acabou ficando com uma insuficiência renal aguda e uma hemorragia
do lado direito do cérebro, mas graças a Deus foi absorvida e ela não
vai ficar com sequelas”, comentou em entrevista à Banda B nesta
quinta-feira (11).
Com cinco meses, Isabella está no terceiro mês de internação na
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Pequeno Príncipe. A
pequena sofre de miocardiopatia dilatada do ventrículo esquerdo, uma
doença rara no músculo do coração que impede o bombeamento adequado de
sangue para o corpo, causando complicações como arritmias, coágulos de
sangue e morte súbita.
Segundo a diretora da Central Estadual de Transplantes, Arlene
Badock, explicou que as doações de crianças são as mais difíceis e é
necessário cada vez mais campanhas como esta de conscientização.
“Felizmente, o número de mortes em crianças vítimas de acidentes é muito
menor que a de adultos, mas isso ocasiona o número de doações menores.
Mas precisamos lembrar que das 793 mortes encefálicas no estado, apenas
300 resultaram em doações, sendo que quase metade dos não fornecidos foi
por opção familiar”, relatou.
Badock disse ainda que o informe é muito importante, levando em conta
principalmente que a chance de necessitarmos de um órgão é quatro vezes
maior que a chance de doar. “As doações podem salvar alguém das nossas
famílias, então a solidariedade leva a essas vidas salvas”, concluiu.


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