Movimento programa um protesto unificado no domingo (9), em Curitiba; não há previsão para que os espaços sejam desocupados
- Por Gazeta Do Povo, Katia Brembatti
A ocupação de colégios estaduais pelo movimento que protesta contra
as mudanças no ensino propostas pelo governo federal chegou a 50
colégios no Paraná, neste sábado (8). A cidade com mais espaços ocupados
pelos estudantes é São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de
Curitiba, com 19 colégios, e há a perspectiva, segundo a União
Paranaense de Estudantes Secundaristas (Upes), de aumentar o número em
breve. A organização do movimento contabiliza ações em pelo menos 15
cidades do Paraná.
“Até agora está tranquilo, sem incidentes”, comenta o presidente da
Upes, Matheus dos Santos. Ele explica que é difícil estimar o número de
alunos envolvidos no movimento, mas calcula que, neste sábado, sejam
oito mil. Alguns diretores contrários às ocupações estariam pressionando
os estudantes e ligando para os pais, pedindo que busquem os filhos.
Para Santos, a declaração do governador Beto Richa, que afirmou que os
alunos não sabem por qual motivo estão protestando, acirrou os ânimos.
Richa também divulgou um vídeo defendendo o amplo debate da proposta do
governo federal e garantindo que todas as disciplinas serão mantidas no
currículo do ensino médio.
A mobilização dos estudantes é centrada contra a Medida Provisória
(MP) 746, que prevê alterações no ensino médio brasileiro, que propõe,
entre outras mudanças, a transformação da jornada diária de quatro horas
para sete horas e a flexibilização da escolha das disciplinas. Caso
isso ocorra, as alterações seriam realizadas gradualmente, a partir do
fim da discussão do currículo comum das escolas, prevista para acabar em
2018 ou 2019.
Protesto
Um evento público está sendo organizado para manifestar, neste
domingo (9), a discordância de estudantes de Curitiba e região
metropolitana. O ponto de encontro está marcado para 15 horas, na Praça
Santos Andrade. O trajeto ainda não foi divulgado. O presidente da
APP-Sindicato, dos professores estaduais, Hermes Silva Leão, confirmou a
participação da categoria no protesto, que deve contar com a presença
de representantes de outros movimentos sociais.
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