Mudança aprovada em Medianeira (PR) motivou protesto de moradores.
Prazo para presidente da Câmara responder à recomendação é de 24 horas.
Do G1 PR, com informações da RPC Foz do Iguaçu
O promotor eleitoral Heric Stilben recomendou que o aumento do número de vereadores na Câmara Municipal de Medianeira, no oeste do Paraná, passa a valer somente a partir de 2021, não mais já em 2017, como prevê a proposta de emenda à Lei Orgânica 28/2013. A mudança foi aprovada em segunda discussão na segunda-feira (21) e motivou um protesto de moradores.
O promotor eleitoral Heric Stilben recomendou que o aumento do número de vereadores na Câmara Municipal de Medianeira, no oeste do Paraná, passa a valer somente a partir de 2021, não mais já em 2017, como prevê a proposta de emenda à Lei Orgânica 28/2013. A mudança foi aprovada em segunda discussão na segunda-feira (21) e motivou um protesto de moradores.
No documento entregue nesta quarta-feira (23), o Ministério Público
(MP-PR) exige ainda que o presidente da Câmara Municipal responda à
recomendação no prazo de 24 horas.
A iniciativa do vereador José Valdir Linhar (PMDB),
criada em 2013 e aprovada agora por seis votos a favor e três contra,
amplia dos atuais nove para 13 o número de vagas no legislativo local.
Segundo o Observatório Social, com a mudança, o gasto da Câmara deve ter
um acréscimo de quase R$ 1 milhão por ano.
Em nota, o promotor já havia informado que em 2014, um inquérito civil
chegou a ser aberto quando o MP encaminhou à Câmara um abaixo assinado
pedindo a suspensão do projeto. Entre os problemas, apontou, está uma
afronta à jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O tribunal indica que a alteração do número de cargos de vereadores
deve ser feita até a data final das convenções partidárias. Dessa forma,
a lei não poderia valer já a partir de janeiro de 2017, mas apenas em
2021.
Outro problema, completou, é a falta de justificativa quanto ao impacto
econômico da alteração. O MP deve notificar o Legislativo local para
que seja apresentado um estudo de impacto econômico e financeiro,
explicando de que forma será feita a adequação das finanças para a
absorção deste impacto.
Na terça-feira, moradores protestaram na Câmara,
que teve uma sessão extraordinária desmarcada na última hora, e depois
seguiram até o Ministério Público para entregar um manifesto popular
repudiando o aumento de cadeiras.
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