Agência Brasil
O Ministério Público
Federal anunciou nesta sexta-feira (18) a devolução de mais de R$ 200
milhões de reais aos cofres da Petrobras, recuperados pela Operação Lava
Jato. “Trata-se da maior devolução de recursos já feita pela justiça
penal no nosso país”, disse a procuradora-chefe do MPF, Paula Cristina
Conti Thá, ao lado de representantes da Polícia Federal, da Receita
Federal e da Justiça Federal do Paraná. No total, já foram devolvidos
mais de 500 milhões de reais.
“Na primeira ocasião foram devolvidos
157 milhões de reais e na segunda, mais 139 milhões. Essas duas
primeiras restituições envolveram recursos provenientes da devolução de
apenas dois investigados, ex-funcionários da estatal”, disse Paula
Cristina. Ela também explicou que os valores estão sendo devolvidos à
estatal porque o entendimento da Justiça é de que “a empresa é vítima
direta dos crimes praticados por alguns de seus ex-executivos e
ex-funcionários”.
O presidente da Petrobras, Pedro
Parente, destacou que além do prejuízo econômico, os atos ilícitos
praticados na estatal afetaram moralmente a força de trabalho da
empresa, milhares de funcionários que nunca participaram de
irregularidades. “Uma minúscula minoria de funcionários e executivos
envergonhou a imensa maioria de colaboradores e aposentados que
construíram a grandeza da companhia”, disse.
Segundo ele, a empresa atua para
prevenir que a situação se repita e se empenha em contribuir com
investigadores para recuperar todo o potencial de ressarcimento,
calculado em 5,5 bilhões de reais. “Estamos com uma atitude proativa no
combate a desvios, fraudes e corrupção”, disse Parente.
10 medidas contra a corrupção
O procurador da República Deltan Dallagnol avalia que "esse dinheiro impressiona, mas não é só o dinheiro". "O que nós temos satisfeito hoje é o sentimento de justiça de todo o povo que não está acostumado a ver nem um tostão retornar aos cofres públicos. Não podemos mais considerar normal o que é anormal”, disse.
O procurador da República Deltan Dallagnol avalia que "esse dinheiro impressiona, mas não é só o dinheiro". "O que nós temos satisfeito hoje é o sentimento de justiça de todo o povo que não está acostumado a ver nem um tostão retornar aos cofres públicos. Não podemos mais considerar normal o que é anormal”, disse.
Em sua fala, o procurador destacou a
importância do apoio e pressão da sociedade para a aprovação das 10
medidas contra a corrupção. Elas foram propostas pelo MPF para prevenir
desvios públicos por meio do Projeto de Lei nº 4850/16, em trâmite na
Câmara dos Deputados. “No nosso país as pessoas têm o direito de reaver o
dinheiro desviado dos cofres públicos, mas aqui, via de regra, nem um
centavo é recuperado. No Brasil, é a vítima quem paga o pato porque o
sistema favorece a impunidade”.
As 10 medidas receberam o apoio de 2,3
milhões de assinaturas, coletadas por voluntários em todo o país, e têm
previsão de ser votadas na Comissão Especial no dia 22 de novembro.
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