Sepultamentos ocorreram no Cemitério Municipal de Altônia, no noroeste.
Velório coletivo de 16 corpos foi realizado no ginásio municipal.
Velório de 16 corpos no ginásio de esportes foi acompanhado por centenas de pessoas (Foto: Rogério Pinheiro/RPC)
Os 17 corpos das pessoas que morreram após um acidente com ônibus na PR-323, em Cafezal do Sul,
no noroeste do Paraná, foram velados e enterrados neste domingo (13).
Uma das vítimas foi sepultada no estado de São Paulo. A batida contra um
caminhão ocorreu no dia 31 de outubro, deixou 21 mortos e nove feridos.
O velório de 16 corpos foi realizado no Ginásio de Esportes em Altônia.
Centenas de pessoas estiveram no local para se despedir e apoiar os
familiares das vítimas. Um corpo foi velado em uma igreja católica do
município e outro seguiu para Cabogi, em São Paulo. Uma missa foi
realizada por volta das 7h30 e os sepultamentos ocorreram após as 8h30,
no Cemitério Municipal de Altônia.
O ônibus da Secretaria de Saúde de Altônia seguia para Umuarama,
ambas no noroeste do estado, com 29 pessoas. Parte dos passageiros
passaria por um tratamento de catarata em um hospital. Em Cafezal do
Sul, o caminhão de uma empresa de latícinios bateu contra o ônibus. Com o
impacto da batida, o ônibus e o caminhão pegaram fogo.
A liberação dos corpos ocorreu após a realização de exames de
identificação de DNA realizado pela Polícia Científica em Curitiba. Os
laudos foram concluídos na quinta-feira (10), porém o Instituto
Médico-Legal (IML) de Umuarama só teve acesso a eles na sexta-feira
(11).
Corpos foram enterrados no Cemitério Municipal de Altônia (Foto: Rogério Pinheiro/RPC)
Causas do Acidente
O laudo da Polícia Científica do Paraná apontou
que o caminhão invadiu a pista contrária. Segundo o governo estadual, uma
equipe de peritos esteve no local para coletar evidências e analisar a dinâmica
do ocorrido no dia do acidente e no dia seguinte.
Os danos encontrados no ônibus, na composição do
caminhão e em um carro apontaram que o ônibus trafegava na rodovia e que o
caminhão estava na mesma faixa, ou seja, na contramão. Já o carro seguia no
sentido correto, logo atrás do ônibus.
De acordo com o chefe da divisão técnica do
interior do Instituto de Criminalística, Luís Noboru Marukawa, os motoristas do
ônibus e do caminhão, ao perceberem o risco da batida, realizaram uma manobra
de fuga. O condutor do ônibus foi para a esquerda e o do caminhão para a
direita. O Marukawa explicou que o motorista do carro, uma Parati, tentou
manobrar para o acostamento à direita, quando se deu conta da desaceleração do
ônibus.
Investigação autônoma
Em nota, o advogado da empresa Laticínios Latco, dona do caminhão, informou que está analisando o laudo do Instituto de Criminalística para se posicionar sobre o resultado das investigações. De acordo com ele, a empresa mantém uma equipe técnica investigando de forma autônoma o acidente.
Em nota, o advogado da empresa Laticínios Latco, dona do caminhão, informou que está analisando o laudo do Instituto de Criminalística para se posicionar sobre o resultado das investigações. De acordo com ele, a empresa mantém uma equipe técnica investigando de forma autônoma o acidente.
O advogado da Latco disse ainda que esses
técnicos possuem "elementos de prova que caminham em sentido contrário as
conclusões do laudo." Ainda de acordo com a nota, o advogado diz que a
empresa "não poupará esforços em busca da verdade quanto a real causa do
acidente".
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