Depois de garantir, graças ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um
pouco mais de tranquilidade em meio ao turbilhão que vive o governo, o
presidente Michel Temer já se prepara para os próximos desafios na
tentativa de resistir no cargo. Na próxima semana, Rodrigo Janot,
procurador-geral da República, deve apresentar denúncia contra o chefe
do Executivo e seu ex-assessor, o paranaense Rocha Loures, com base na
delação de Joesley Batista, dono da JBS. A Câmara dos Deputados, porém, é
quem determinará a abertura ou não do processo.
Para evitar ser a abertura do processo, o que o afastaria do cargo
por 180 dias, Temer precisa de 172 votos. Nos bastidores, já se
movimenta entre os aliados, inclusive usando nomeações no Diário Oficial
para agradar a base, segundo noticia o jornal O Globo.
Além desse processo, os pedidos de impeachment (eram 13 até a última
semana) também tramitam na Casa e só serão levados adiante de dois
terços dos deputados aprovarem. Hoje, o Planalto diz ter votos
suficientes para barrar tanto a denúncia da PGR como um pedido de
impedimento.
A possibilidade de novas delações virem à tona contra o presidente,
porém, poderia mudar a situação e colocar ainda mais pressão contra o
executivo. Rocha Loures, por exemplo, estaria sofrendo pressão de
familiares - inclusive o pai - para fechar um acordo com a
Procuradoria-Geral da República.
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