sábado, 10 de junho de 2017

Depois de batalha no TSE, Temer luta na Câmara para sobreviver

Redação Bem Paraná
 
Depois de garantir, graças ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um pouco mais de tranquilidade em meio ao turbilhão que vive o governo, o presidente Michel Temer já se prepara para os próximos desafios na tentativa de resistir no cargo. Na próxima semana, Rodrigo Janot, procurador-geral da República, deve apresentar denúncia contra o chefe do Executivo e seu ex-assessor, o paranaense Rocha Loures, com base na delação de Joesley Batista, dono da JBS. A Câmara dos Deputados, porém, é quem determinará a abertura ou não do processo.
Para evitar ser a abertura do processo, o que o afastaria do cargo por 180 dias, Temer precisa de 172 votos. Nos bastidores, já se movimenta entre os aliados, inclusive usando nomeações no Diário Oficial para agradar a base, segundo noticia o jornal O Globo.
Além desse processo, os pedidos de impeachment (eram 13 até a última semana) também tramitam na Casa e só serão levados adiante de dois terços dos deputados aprovarem. Hoje, o Planalto diz ter votos suficientes para barrar tanto a denúncia da PGR como um pedido de impedimento.
A possibilidade de novas delações virem à tona contra o presidente, porém, poderia mudar a situação e colocar ainda mais pressão contra o executivo. Rocha Loures, por exemplo, estaria sofrendo pressão de familiares - inclusive o pai - para fechar um acordo com a Procuradoria-Geral da República.

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