Por Marina Sequinel e Flávia Barros / BANDA B
Rita
se reencontrou com os soldados que a reanimaram quando ela foi dada
como morta. (Foto: Arquivo pessoal/Cedida pelo soldado Biló)
Rita de Cássia Fagundes, moradora de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, agora tem dois aniversários para comemorar. A mulher, de 53 anos, foi dada como morta
e já estava com o corpo coberto quando dois anjos de carne e osso
apareceram para salvá-la: os soldados Dhonattas Ricardo Biló e Kayque
Rennan Chorne.
O caso aconteceu no começo do mês, quando os policiais militares
receberam um chamado para atender um achado de cadáver em uma
residência. “Como o portão estava trancado, nós pulamos para dentro e
encontramos uma mulher no chão, toda coberta. A dona da casa nos disse
que se tratava da vizinha dela, que já estaria morta. Quando eu me
aproximei do corpo, percebi que não havia batimento no pulso, só na
traqueia, e que ele estava bem fraquinho. Na hora, eu pediu o apoio do
Siate”, contou o soldado Biló em entrevista à Banda B.
Antes da chegada da ambulância, no entanto, Rita sofreu uma parada
cardiorrespiratória. “Ela parou de respirar e nós começamos a fazer a
massagem cardíaca e respiração boca a boca. A reanimação durou cerca de
10 minutos e, então, ela abriu os olhos. Em seguida, começou a voltar a
si. Quando vi que ela mexeu os dedos, sabia que tudo ia ficar bem”,
completou Biló.
Já acordada, Rita foi socorrida e encaminhada ao hospital. Ela se
recuperou bem, voltou para casa e, nesta terça-feira (13), se
reencontrou com os anjos que a salvaram. “Bastante emocionada, ela
chorou e abraçou a gente. Ficamos sabendo também que a neta dela nasceu
uns dias depois do ocorrido e ela nos agradeceu por ter tido a
oportunidade de conhecê-la”.
“Eles me deram a minha vida de volta”
Apesar de não se lembrar de muita coisa, Rita contou à reportagem que
jamais vai esquecer o que os soldados fizeram por ela. “A minha vizinha
me falou que eu escorreguei em uma poça d’água, como chovia bastante
naquele dia, e bati a cabeça. Ela ficou desesperada, achou que eu estava
morta, mas os policiais chegaram e fizeram a reanimação”, relatou.
Muito emocionada, ela aproveitou o reencontro de hoje para abraçar os
seus salvadores. “Dias depois, a minha neta nasceu. Eles me deram a
minha vida de volta, eu nem tenho como agradecer”, finalizou.
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