Erika Marena participou de debate sobre o projeto das 10 medidas contra a corrupção
Em debate na Câmara dos Deputados, a delegada da Polícia
Federal Erika Marena defendeu nesta quarta-feira (19) o fim do foro
privilegiado de autoridades e o fortalecimento da estrutura das polícias
judiciárias, que realizam a atividade de investigação.
A delegada integra a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, e foi ouvida pela comissão especial que analisa o pacote de medidas de combate à corrupção elaboradas pelo Ministério Público Federal. Para Erika, o fim do foro especial é um fator fundamental para o combate à corrupção no País.
"É um fator que contribui, sem dúvida, para perpetuar a sensação de impunidade e que faz o custo-benefício do crime valer a pena. É necessário, sim, uma mobilização da sociedade pelo fim desse privilégio."
Erika afirmou que os tribunais que julgam as autoridades com foro especial, como deputados federais, senadores e ministros do governo, não têm estrutura para atuar como cortes criminais.
Durante o debate, a delegada propôs também o aperfeiçoamento das estruturas de combate à corrupção das polícias civis e federal, inclusive com a criação de delegacias especializadas neste tipo de crime.
A delegada Erika Marena afirmou que o quadro de desvio de recursos públicos no País é muito mais grave do que já foi apontado pela Operação Lava Jato, e disse que as medidas propostas pelo Ministério Público surtirão mais efeito se forem acompanhadas do aperfeiçoamento da polícia investigativa.
"Sem os órgãos de investigação devidamente estruturados para o combate à corrupção, toda a engrenagem de prevenção e repressão acaba comprometida, trazendo reflexos inclusive ao próprio Ministério Público e à Justiça"
Erika Marena propôs ainda a criação de um conselho nacional das polícias judiciárias, que atuaria como um órgão de uniformização da atuação destas polícias, de controle das atividades e de centralização das estatísticas criminais.
A proposta foi elogiada pelo relator das medidas de combate à corrupção [PL 4850/16], deputado Onyx Lorenzoni, do Democratas gaúcho, que sugeriu aos policiais o envio de uma proposta de criação do conselho à comissão especial.
"Achei muito interessante. Não havia sido falado ainda aqui. E pode ser um caminho para a atualização e para padronização de procedimentos. Acho que é muito válida essa sugestão."
A comissão especial já ouviu até agora 98 pessoas, entre professores de direito, promotores e juízes. Lorenzoni afirmou que deve apresentar seu parecer final na primeira semana de novembro, depois de conversar com os integrantes da comissão especial e com as bancadas dos partidos. Ele pretende buscar consenso em relação à maioria das medidas antes da votação.
A delegada integra a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, e foi ouvida pela comissão especial que analisa o pacote de medidas de combate à corrupção elaboradas pelo Ministério Público Federal. Para Erika, o fim do foro especial é um fator fundamental para o combate à corrupção no País.
"É um fator que contribui, sem dúvida, para perpetuar a sensação de impunidade e que faz o custo-benefício do crime valer a pena. É necessário, sim, uma mobilização da sociedade pelo fim desse privilégio."
Erika afirmou que os tribunais que julgam as autoridades com foro especial, como deputados federais, senadores e ministros do governo, não têm estrutura para atuar como cortes criminais.
Durante o debate, a delegada propôs também o aperfeiçoamento das estruturas de combate à corrupção das polícias civis e federal, inclusive com a criação de delegacias especializadas neste tipo de crime.
A delegada Erika Marena afirmou que o quadro de desvio de recursos públicos no País é muito mais grave do que já foi apontado pela Operação Lava Jato, e disse que as medidas propostas pelo Ministério Público surtirão mais efeito se forem acompanhadas do aperfeiçoamento da polícia investigativa.
"Sem os órgãos de investigação devidamente estruturados para o combate à corrupção, toda a engrenagem de prevenção e repressão acaba comprometida, trazendo reflexos inclusive ao próprio Ministério Público e à Justiça"
Erika Marena propôs ainda a criação de um conselho nacional das polícias judiciárias, que atuaria como um órgão de uniformização da atuação destas polícias, de controle das atividades e de centralização das estatísticas criminais.
A proposta foi elogiada pelo relator das medidas de combate à corrupção [PL 4850/16], deputado Onyx Lorenzoni, do Democratas gaúcho, que sugeriu aos policiais o envio de uma proposta de criação do conselho à comissão especial.
"Achei muito interessante. Não havia sido falado ainda aqui. E pode ser um caminho para a atualização e para padronização de procedimentos. Acho que é muito válida essa sugestão."
A comissão especial já ouviu até agora 98 pessoas, entre professores de direito, promotores e juízes. Lorenzoni afirmou que deve apresentar seu parecer final na primeira semana de novembro, depois de conversar com os integrantes da comissão especial e com as bancadas dos partidos. Ele pretende buscar consenso em relação à maioria das medidas antes da votação.
RADIO CAMARA
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