Doleiro condenado na Lava Jato fez acordo de delação premiada.
Ele ficará sem escolta, com tornozeleira, e terá celular em prisão domiciliar.
Doleiro
só poderá receber a visita de advogados e familiares, sempre no período
da manhã (Foto: Vagner Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)
O juiz federal Sérgio Moro determinou nesta quinta-feira (20) uma
série de regras para que o doleiro Alberto Youssef possa cumprir prisão
domiciliar. De acordo com a decisão, ele deve sair da carceragem do
Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba no
dia 17 de novembro. Neste dia, serão completados dois anos e oito meses
da prisão do doleiro.
O juiz explicou que o acordo de colaboração que Youssef fechou com o
Ministério Público Federal previa que ele cumprisse pelo menos três anos
de prisão em regime fechado. No entanto, o acordo foi revisto e
homologado novamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na nova
versão, o doleiro poderia cumprir os últimos quatro meses em prisão
domiciliar.
De acordo com Moro, Youssef deverá usar uma tornozeleira, nesses quatro
meses. O juiz considera que não será necessária escolta para garantir
que o doleiro permaneça em casa, pois ele estará usando o equipamento
eletrônico. “Considerando que Alberto Youssef já terá cumprido a maior
parte da pena fixada em regime fechado, parece improvável que intente
fuga nos quatro meses remanescentes em prisão domiliciar. Além disso, há
custos com escolta que dificultariam a sua realização”, disse o juiz.
Moro também autorizou que Youssef tenha um celular à disposição. No
entanto, ele só poderá usar o aparelho para ligações de emergência e
para pessoas previamente liberadas para visita-lo em casa. O aparelho
poderá ser grampeado, para o monitoramento do doleiro.
As visitas serão restritas aos advogados, familiares, filha e esposa.
Ele só poderá receber essas pessoas entre 8h e 12h, segundo o juiz, que
também autorizou que Youssef possa sair do apartamento para ir até a
academia do condomínio, para realizar sessões de fisioterapia.
O acordo de delação de Youssef prevê ainda que, após o cumprimento dos
três anos de prisão (dois anos e oito meses na cadeia e quatro meses em
casa), Youssef seja transferido imediatamente para o regime aberto, ou
seja, estará livre para ir e vir aonde quiser. A única restrição é que
ele fica impedido de cometer novos crimes num prazo de 10 anos, sob o
risco de ter que responder integralmente aos processos que foram abertos
contra ele.
Condenações
Embora tenha feito o acordo de delação premiada, Youssef foi condenado como os demais réus da Lava Jato em nove processos até o momento. Os crimes atribuídos a ele nessas ações penais são de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Se não tivesse feito o acordo, ele já teria somado penas que chegam a 121 anos e 11 meses de prisão, apenas na Operação Lava Jato.
Embora tenha feito o acordo de delação premiada, Youssef foi condenado como os demais réus da Lava Jato em nove processos até o momento. Os crimes atribuídos a ele nessas ações penais são de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Se não tivesse feito o acordo, ele já teria somado penas que chegam a 121 anos e 11 meses de prisão, apenas na Operação Lava Jato.
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