
Ao menos 28 presos conseguiram fugir após
a explosão de um muro do Complexo Penitenciário de Piraquara, na região
metropolitana de Curitiba, neste domingo (15). Houve troca de tiros
entre fugitivos e policiais na sequência da explosão. A fuga de 34
detentos teve o apoio de 15 homens "fortemente armados", segundo a
secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná.
Quatro presos que escaparam do
presídio foram recapturados. Eles foram encontrados em um haras na
cidade de Quatro Barras, onde fizeram uma família refém. Eles se
renderam após a chegada do BOPE (Batalhão de Operações Policiais
Especiais). Com eles, foram apreendidos três fuzis 762 e duas pistolas.
As armas apreendidas e os quatro presos foram encaminhados para o Cope
(Centro de Operações Policiais Especiais).
Os mortos foram encontrados durante uma varredura na área externa do presídio.
Com eles, havia uma metralhadora Uzi 9 mm e uma bolsa com
aproximadamente 300 cartuchos calibre 5,56 e um colete balístico. Os
policiais encontraram ainda uma barraca, com alimentos e bebidas, que
teria sido usada pelo grupo que deu cobertura para a fuga.
Os corpos dos dois presos mortos foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal).
Segundo a secretaria, a situação já está controlada na unidade
prisional e será feita uma contagem geral na unidade prisional, com o
apoio do Pelotão de Choque da Polícia Militar.
Planejamento
Em nota, o secretário Wagner Mesquita disse que a fuga foi uma "ação
orquestrada há muitos dias". "Apesar disso, a Polícia Militar e o SOE
(Setor de Operações Especiais) deram uma resposta imediata e eficaz
evitando uma fuga em massa".
Por volta das 3h deste domingo
(15), presos da CCP (Casa de Custódia de Piraquara) iniciaram um tumulto
para chamar a atenção dos agentes penitenciários. Essa ação teria
servido como distração para que os detentos da PEP1 (Penitenciária
Estadual de Piraquara 1) conseguissem explodir um trecho da muralha do
complexo prisional.
Estrondos foram ouvidos às 5h30. No local em
que aconteceu a explosão, havia um buraco na muralha, por onde os
presos tentavam fugir. "Do lado externo da penitenciária, um grupo de
aproximadamente 15 homens fortemente armado dava cobertura", relata a
secretaria, em nota.
"Eles entraram em confronto armado com os
policiais que estavam nas guaritas e com as equipes que se deslocavam
para prestar apoio. A fuga de mais presos foi evitada após as forças de
segurança conseguirem acessar o perímetro interno da PEP1", diz o
comunicado.
A PM (Polícia Militar) e o SOE foram acionados para atender a ocorrência, além do Cope, unidade de elite da Polícia Civil.
Segundo Mesquita, a Polícia Civil vai investigar quem são os envolvidos
neste plano de fuga e as forças de segurança do Estado estão, agora,
"empenhadas para recapturar os detentos que conseguiram fugir".

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