Do UOL, em São Paulo
- Marcelo Camargo/Agência Brasil
"Não haverá mudanças no modelo atual de planos", desmentiu o ministro
"O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, esclarece que não haverá mudanças no modelo atual de planos de banda larga fixa, reiterando seu compromisso em atender o interesse da população e do consumidor", diz a íntegra da nota enviada pela assessoria de comunicação do ministério.
A nova declaração veio após Kassab afirmar, em entrevista ao portal "Poder 360" publicada na quinta-feira (12), que permitiria às operadoras estabelecerem os limites de dados nos contratos de internet fixa. "A nossa meta é no segundo semestre", disse.
"O nosso objetivo é beneficiar o usuário. O ministério trabalha para
que o usuário seja beneficiado com melhores serviços. Esperamos que esse
serviço seja o mais elástico possível, mas que tenha um ponto de
equilíbrio, pois as empresas têm os seus limites", continuou o ministro,
que não explicou quais seriam os "benefícios" ao usuário.
Na
manhã desta sexta-feira (13), o presidente da Anatel, Juarez Quadros,
afirmou que o ministro teria "se equivocado" na entrevista sobre a
limitação de dados.
"Conversei com o ministro Kassab e ele
reconheceu que cometeu um equívoco. A Anatel mantém a ação cautelar
[emitida em abril para impedir que as operadoras bloqueiem o serviço
após superar o limite da franquia de dados] e não há hoje intenção ou
política de governo que indique o contrário", disse Quadros.
Ele
reforçou o que havia dito em uma audiência pública em dezembro na
Comissão de Transparência e Governança Pública do Senado: "A cautelar
está em vigor e não penso em tratar dessa questão tão cedo".
Proteste diz não entender fala em meio à consulta pública
A Proteste, organização de defesa dos direitos do consumidor, estranhou
a fala anterior de Kassab, que afirmou que a banda larga fixa ganharia
limitações neste ano. Isso porque ela foi dita em meio a uma consulta
pública ainda em andamento sobre o assunto.
"O que achei
estranho é que tem uma consulta pública em andamento e ela tem que ser
finalizada, analisada e depois tem que indicar quais foram as
participações. A consulta é pra isso. A consulta não está finalizada e sequer foi compilada", disse ao UOL Maria Inês, representante do Proteste.
A entidade voltou a se manifestar contra a intenção de estabelecer
limites à banda larga fixa. A Proteste também atua para derrubar os
cortas na banda larga móvel, atitude realizada há tempos por
operadoras.
Nós somos contra a franquia da banda larga. É
uma pratica ilegal que estão tentando fazer. Existe um marco civil da
internet e a internet é considerada bem essencial e não pode ter cortes
ou limitações. Neste sentido entendemos também que isso está fora das
atribuições da Anatel", Maria Inês, representante da Proteste
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