A diretora do Departamento de Epidemiologia de Santo Antônio da Platina, Tânia Bardal (Antônio de Picolli)
De janeiro até quinta-feira (17), o Departamento de Epidemiologia de Santo Antônio da Platina
registrou 22 casos de dengue na cidade. O número é bem menor do que o
mesmo período do ano passado, quando já havia mais de 100 casos
confirmados.
Para
a diretora do Departamento, Tânia Bardal, a redução drástica de
ocorrências de um ano para outro não se deve apenas ao trabalho de
combate que vem sendo realizado pela Secretaria Municipal da Saúde em
parceria com a 19ª Regional de Saúde. “Tenho certeza que esse resultado é
também o reflexo da conscientização das pessoas. Elas estão mais
preocupadas, porque surgiram novas doenças trazidas pelo Aedes Aegypti,
como a Febre Chikungunya e o Zika Vírus, e estão fazendo o que
recomendamos para o combate eficaz do mosquito”, comentou.
Tânia
também atribui o fato a um conjunto de açõesque vêm sendo colocadas em
prática desde o ano passado. “Temos agentes percorrendo a cidade todos
os dias, visitando famílias, procurando focos, orientado os moradores.
Isso sem falar nas palestras e também na utilização do Drone, que abriu a
oportunidade de conseguirmos procurar focos em terrenos e propriedades
particulares fechadas”, contou.
A
enfermeira Josiane Teixeira e o funcionário Ricardo Cesar Borges são os
responsáveis pelos voos direcionados do Drone. “Os agentes fazem a
relação de locais de difícil acesso e de casas que permanecem sempre
fechadas. Com esses dados, vamos até esses lugares com o aparelho. Com
as imagens feitas pelo drone, podemos avaliar se é necessário procurar o
proprietário e pedir para ele autorizar a nossa entrada. Quando não
conseguimos saber quem é o dono do local, vamos até a prefeitura e lá
levantamos em nome de quem está a propriedade. Com a informação nas mãos
vamos atrás dele e pedimos para entrar em sua propriedade”, contou.
Para
colocar o drone para voar, a Secretaria Municipal de Saúde depende da
autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). “Antes era mais
complicado. Cada vez que tínhamos que usar o drone, precisávamos pedir a
autorização. Agora, a Anac já nos fornece um documento válido para 30
dias. Nesse período, podemos usar quantas vezes por necessário”,
explicou Josiane.
Além
do Drone, o Departamento de Epidemiologia mantém uma equipe
especializada em palestras. “Temos uma equipe que faz palestras nas
escolas e empresas da cidade. No começo, a iniciativa era nossa.
Atualmente, muitos empresários estão nos procurando para agendar
palestras para seus funcionários. Essas atitudes nos faz acreditar que
os moradores estão muito mais conscientes”, comentou. “Com isso estamos
vencendo o período mais crítico, que é o verão”, completou.
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