O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviou à Polícia Federal e à
Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido para investigar falhas
nos registros de cerca de 40 mil eleitores durante as eleições de 2014.
Os indícios são de que pode ter havido fraude no momento da votação.
Mais cedo, o Tribunal havia divulgado que o ministro Gilmar Mendes,
presidente da Corte Eleitoral, iria determinar trocar todos os mesários
do País para o pleito de 2016 por causa das irregularidades. A
assessoria de corrigiu a informação e as substituições ocorrerão apenas
nas sessões eleitorais em que o problema foi identificado.
As irregularidades foram constatadas após um cruzamento preparatório
para as eleições deste ano. Os casos envolvem, por exemplo, frequência
em uma mesma urna de registro de voto associado a eleitor que justificou
ausência nas eleições passadas. O maior número de falhas foi constado
em municípios do interior do Maranhão e da Bahia.
Gilmar também determinou que as cidades em que os problemas foram
mais frequentes deverão adotar em regime de urgência o sistema
biométrico de votação para prevenir possíveis fraudes nas próximas
eleições. Há um caso, que chamou a atenção da Corte, em que o mesmo erro
foi identificado 18 vezes numa mesma sessão e 15 numa sessão vizinha.
As investigações deverão identificar agora se houve erro humano ou
fraude. O crime, se comprovado, pode levar à punição do responsável por
falsidade ideológica eleitoral, cuja pena prevista é de 2 a 6 anos de
prisão.
De acordo com a assessoria de imprensa da Corte Eleitoral, apesar das
dúvidas, o número de problemas identificado não tem o efeito de
influenciar as eleições, já que os casos identificados com o cruzamento
estão pulverizados em todo o País.
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